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Consumo aumenta o risco de parto prematuro
Cada 10% de aumento no consumo de alimentos ultraprocessados (comida industrializada, repleta de aditivos artificiais) pela gestante eleva em 11% o risco de o bebê nascer muito cedo, com menos de 37 semanas de gestação. Essa é a conclusão de um estudo (1) publicado por cientistas de duas universidades norte-americanas, que acompanharam a gravidez e os hábitos alimentares de 6.693 mulheres.
Ingestão contínua tem efeitos sobre o cérebro
Pesquisadores australianos analisaram (2) a dieta de 2.192 voluntários entre 40 e 70 anos, que também foram submetidos a testes psicológicos. Resultado: o hábito de ingerir alimentos ultraprocessados reduz a capacidade de prestar atenção – e está associado a um maior risco de demência na velhice. Esses efeitos acontecem mesmo se a pessoa também comer alimentos saudáveis.
Indústria alimentícia copia táticas do cigarro
As grandes fabricantes de alimentos ultraprocessados adotam práticas, como a “otimização de dose” (usar o máximo possível de ingredientes-chave, como sal, açúcar e gordura) e a “manipulação hedônica” (desenhar os produtos para que sejam viciantes), historicamente usadas pelas empresas de tabaco. É o que afirma uma análise (3) publicada por cientistas das universidades Harvard, Michigan e Duke, nos EUA.
Fontes 1. “The association between periconceptional consumption of ultra-processed food and the incidence of adverse pregnancy outcomes”; 2. “Ultra-processed food intake, cognitive function, and dementia risk: A cross-sectional study of middle-aged and older Australian adults”; 3. “From tobacco to ultraprocessed food: how industry engineering fuels the epidemic of preventable disease”
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