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Curiosidades

Quem começou a tradição de quebrar guitarras em shows?

Entre julho e agosto de 1991, todos os shows da banda Nine Inch Nails, ainda relativamente desconhecida pelo grande público, tiveram uma quebração generalizada de instrumentos: guitarras destruídas, teclas de sintetizadores arrancadas e baterias empaladas. A situação não foi planejada. Ela começou porque, no primeiro show da turnê, o calor da cidade de Phoenix fez o equipamento do grupo pifar e não funcionar. Revoltada, a banda quebrou tudo e se retirou.

Nessa primeira edição, o Lollapalooza era uma turnê itinerante, não apenas um festival realizado em um único lugar. O Nine Inch Nails se apresentou ao longo de um mês em várias cidades. E a situação escalou rapidamente. Nos shows seguintes, o vocalista Trent Reznor e o guitarrista Richard Patrick  passaram a quebrar instrumentos toda noite, sempre tentando superar o caos da noite anterior.

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Onde arranjar tantos instrumentos assim? A solução era comprar: o técnico de som da banda recebia algo como US$ 2 mil em dinheiro, geralmente nos dias de folga, e saía pelas cidades onde a turnê estava passando procurando lojas de instrumentos e casas de penhores. Como era 1991, não havia internet nem celular: ele achava os números dos estabelecimentos na lista telefônica e ligava perguntando se tinham guitarras baratas disponíveis. 

Às vezes, o técnico comprava cinco ou mais de uma vez, colocava tudo no porta-malas de um carro alugado e levava de volta ao festival. Algumas guitarras eram “recicladas” após a destruição, recompostas com fitas e grampos, e usadas de novo. Muitas duravam só uma música até serem destruídas novamente.

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Foi caótico, mas histórico. Uma matéria do site The Independent afirma que a equipe contabilizou 137 guitarras destruídas durante a turnê. Isso dá uma média de aproximadamente 6,5 guitarras por show se considerarmos os 21 concertos do Lollapalooza daquele ano. Rock ‘n’ roll!

Quem começou

O Nine Inch Nails foi a banda que levou a tradição ao extremo, mas o primeiro artista a quebrar uma guitarra no palco foi o trompetista Rocky Rockwell em 1956. Ele quebrou um violão no joelho ao final de uma versão satírica de “Hound Dog”, de Elvis Presley, no programa de variedades estadunidense The Lawrence Welk Show.

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E quem consagrou o ato foi o guitarrista Pete Townshend, da banda britânica The Who. Em 1964, durante um show na Railway Tavern, em Londres, ele bateu acidentalmente a guitarra no teto baixo e quebrou parte dela. Quando percebeu que o público havia reagido com entusiasmo, terminou de destruí-la. A partir daí, o gesto virou marca registrada dos shows do The Who. O baterista Keith Moon costumava entrar na onda e destruir seu kit também.

Existe um site de fãs da banda que tenta manter um histórico de todas as guitarras quebradas pelo guitarrista — embora o acervo, segundo eles mesmos, esteja “muito incompleto”. São cerca de 150 registros de quebradeira, sendo que alguns shows tiveram mais de uma guitarra quebrada. A entrada mais recente é de 2007.

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Curiosidade: segundo uma revista britânica, em 1971, Pete teria destruído dez guitarras nos primeiros nove shows de uma turnê.  Imagine o dinheiro para pagar por tudo!

Além do Nine Inch Nails, outras bandas que adotaram o hábito de quebrar guitarras foram Deep Purple, Kiss, Nirvana, Pearl Jam, Muse, entre outras. A capa do icônico álbum

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London Calling (1979), da banda punk The Clash, traz o baixista Paul Simonon destruindo seu baixo, um dos registros mais notáveis da tradição de quebrar guitarras.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.