Original e eletrizante, “Pragmata” reinventa os games de ação
A produtora japonesa Capcom faz uma afirmação intrigante na apresentação de Pragmata: o game traz um novo “sistema de combate tátil” que “engaja totalmente os dois lados do cérebro”. Na ausência de estudos neurocientíficos, não dá para saber como, quanto e se isso de fato acontece. Pode bem ser apenas uma frase de marketing. Mas ao jogar Pragmata, que será lançado nesta sexta-feira, um ponto fica evidente: ele propõe uma mecânica de jogo realmente nova, que dá um nó na cabeça – e o resultado é brilhante.
O game se passa na Lua, onde um incidente leva à destruição parcial de uma grande base construída pela humanidade. Todo mundo morre, exceto você (o astronauta Hugh Williams) e uma menininha chamada Diana – que na verdade é um robô chamado Pragmata. O supercomputador que controla a base enlouquece, e desata a enviar androides para tentar matar os dois. O seu objetivo é sobreviver.
Mas não basta, eis o pulo do gato, atirar nos inimigos; também é preciso hackeá-los usando os poderes da menina (do contrário, os tiros têm pouquíssimo efeito). Para fazer isso, você aperta os botões do controle para guiar um cursor, atravessando uma espécie de mini-labirinto que aparece na tela. Esses hacks duram poucos segundos, são diferentes para cada tipo de inimigo, e têm de ser executados ao mesmo tempo em que você faz todo o resto – ou seja, atira e se esquiva de ataques. É mais ou menos como jogar Call of Duty e Tetris ao mesmo tempo.
Você logo pega o jeito – e aí não consegue mais parar de jogar. A mecânica central de Pragmata é tão bem desenhada, e vai sendo acelerada e expandida com tanta competência ao longo do game, que o game se torna viciante. Isso também acontece porque as armas são ótimas, com ação satisfatória, características bem distintas e uma ampla árvore de upgrades – que são necessários para derrotar os inimigos mais fortes.
Pragmata tem batalhas épicas e cenários muito bonitos, com modelagem 3D de altíssima qualidade e uma estética que lembra Death Stranding. Há fases dentro e fora da base lunar – nesse caso, a microgravidade afeta os movimentos do protagonista, o que modifica a ação de formas interessantes.

Testamos o jogo no PlayStation 5 base, onde ele rodou bem, mas com uma profusão de serrilhamento (as linhas retas do cenário ficam com “dentes”) e até um pouco de cintilação (pequenos detalhes da imagem parecem vibrar ou piscar). Isso acontece porque, para conseguir rodar o game, o PS5 tem de executá-lo numa resolução relativamente baixa, que causa esses efeitos colaterais. Mesmo com o jogo setado no modo “qualidade”.
Além disso, o PS5 base (assim como o Xbox Series X/S) não possui upscaling via inteligência artificial. Ele usa um algoritmo bem mais simples, o AMD FSR de primeira geração, para aumentar a resolução da imagem até o 4K que você vê na tela da televisão. Só que esse algoritmo também tem seus problemas – especialmente o “esfarelamento” de detalhes em movimento (em Pragmata, algo bem visível no cabelo da menina).
Tudo isso é bastante evidente (e aponta que talvez já seja hora para uma nova geração de consoles, com upscaling por IA). Mas o jogo é tão bom que você logo esquece. Pragmata apresenta uma mecânica realmente nova – e, para quem gosta de jogos de ação, irresistível. Seu único porém é a duração curta: a campanha principal tem pouco mais de 10h. Mas são 10 horas que vão entrar para a história dos games.
Pragmata será lançado nesta sexta (17) para PlayStation 5, Xbox Series X/S, PC e Switch 2, a preços entre R$ 259 e R$ 299. Também é possível baixar gratuitamente uma versão demo.
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