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Curiosidades

Malware BlackSanta agora ataca processos de recrutamento em empresas

O complexo malware BlackSanta, que se esconde em imagens, possui várias etapas de funcionamento e roda diretamente na memória do computador está começando a invadir empresas através do processo de recrutamento. Arquivos que parecem inofensivos, entregues em serviços de nuvem comuns, levam a vítima a instalar o agente malicioso.

Muitos processos de contratação usam IA para selecionar candidatos, mas, em algum momento, o RH baixa currículos (muitas vezes de fontes não confiáveis), abre anexos externos e faz tudo isso o mais rápido possível para analisar vários candidatos em sequência. Os golpistas se aproveitam dessa pressa para entregar o malware.

BlackSanta e suas táticas

A empresa de segurança virtual Aryaka analisou as táticas de infecção do BlackSanta e descreveu tudo em seu blog. Ao invés de um currículo, os hackers enviam um arquivo ISO que monta uma imagem no computador da vítima.

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Ao invés de baixar um currículo, o RH acaba recebendo um arquivo ISO com o malware, o que já compromete todo o sistema (Imagem: Studiogstock/Freepik)
Ao invés de baixar um currículo, o RH acaba recebendo um arquivo ISO com o malware, o que já compromete todo o sistema (Imagem: Studiogstock/Freepik)

Ao abri-la, é executado um arquivo de atalho (.lnk), que lança um PowerShell escondido. Este, por sua vez, extrai mais payloads maliciosos com uma imagem esteganográfica (que esconde instruções). Uma DLL é carregada lateralmente através de um aplicativo legítimo, rodando o malware sem suspeita alguma.

Depois de instalado, o malware se conecta com um servidor de comando com encriptação HTTPS e informa as características do sistema da vítima. Com instruções criptografadas sendo recebidas dessa maneira, o BlackSanta desencripta e executa tudo na memória, sem usar arquivos, o que dificulta a detecção.

Ele também é capaz de saber se está em um ambiente simulado (sandbox) e outras características perigosas para malwares. Em seguida, são roubadas criptomoedas e dados sensíveis do sistema. O vírus também possui uma característica perigosa: é o EDR killer, uma ferramenta que carrega drivers de kernel legítimos, usados para ganhar acesso ao sistema.

Assim, são desligadas as defesas, mas não só antivírus comuns: os EDRs, scanners mais potentes, também são desabilitados. A junção de ataque ao workflow, execução de múltiplos estágios, técnicas living-off-the-land, esteganografia e uso da memória são bastante avançadas, mostrando que os hackers são disciplinados e possuem maturidade no mundo da cibersegurança.

Segundo a Aryaka, as empresas precisam tratar os fluxos de trabalho do RH com tanto rigor defensivo quando setores financeiros e de TI, já que podem ser explorados para ataques como o do BlackSanta, roubando informações sensíveis e até bens digitais. 

Leia a matéria no Canaltech.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.