Homem que ficou perdido no mar por 438 dias foi processado em US$ 1.000.000 pela família de um tripulante por um motivo chocante
O que começou como uma saída comum para pescar acabou se transformando em uma das histórias de sobrevivência mais longas e controversas já registradas no oceano Pacífico.
Em novembro de 2012, José Salvador Alvarenga e Ezequiel Córdoba deixaram a costa a bordo de um pequeno barco de pesca com cerca de 7,6 metros de comprimento. O plano era simples e direto: permanecer no mar por dois dias e retornar com o pescado. Nenhum dos dois tinha ideia de que aquela viagem se estenderia por mais de um ano.
Pouco tempo depois da partida, uma forte tempestade atingiu a embarcação. Ventos intensos e ondas altas empurraram o barco para longe da rota prevista. Durante o temporal, os sistemas de comunicação foram danificados, impossibilitando qualquer pedido de socorro. O último contato feito pelo rádio foi desesperado. Alvarenga avisou o dono do barco: “Venha agora, estou realmente me ferrando aqui fora”.
Sem comunicação e sem referência de posição, os dois passaram a derivar pelo oceano. Os dias se transformaram em semanas, e as semanas em meses. Para sobreviver, eles improvisaram. Passaram a capturar peixes com as próprias mãos, caçar aves que pousavam no barco e coletar água da chuva para beber.
Com o passar do tempo, a situação física e mental dos dois começou a se deteriorar. Ezequiel Córdoba, que tinha apenas 22 anos, ficou gravemente doente meses depois. Segundo o relato de Alvarenga, o amigo passou mal após comer um pássaro que tinha, no estômago, restos de uma cobra venenosa. A saúde de Córdoba piorou rapidamente, até que ele morreu ainda em alto-mar.
Antes da morte do amigo, Alvarenga afirmou que fez uma promessa: não se alimentaria do corpo dele. Após o falecimento, ele manteve o corpo a bordo por cerca de seis dias. Depois disso, decidiu lançá-lo ao mar.
Sozinho, Alvarenga continuou à deriva. Ele permaneceu no oceano por mais de 400 dias, enfrentando fome extrema, isolamento absoluto e condições climáticas imprevisíveis. Em janeiro de 2014, o improvável aconteceu. Ele foi encontrado vivo nas Ilhas Marshall, no meio do oceano Pacífico, a milhares de quilômetros do ponto de partida.
Alvarenga aparece na foto apenas três meses depois de conseguir voltar à terra firme
O retorno à terra firme não encerrou os conflitos. Apesar de Alvarenga sempre negar qualquer ato de canibalismo, a família de Ezequiel Córdoba não acreditou em sua versão. Convencidos de que ele teria se alimentado do corpo do jovem, os parentes entraram com um processo judicial pedindo uma indenização de cerca de 1 milhão de dólares.
Além disso, a família exigiu metade dos lucros do livro escrito por Alvarenga, intitulado 438 dias: uma extraordinária história real de sobrevivência no mar, publicado em outubro de 2015. O argumento era de que a história só teria valor comercial porque envolvia os dois homens. Segundo relatos da época, porém, os ganhos do livro teriam sido bem menores do que os valores alegados no processo.
A disputa judicial não parou por aí. Benedicto Perlera, advogado de Alvarenga em 2014, também entrou com uma ação contra o ex-cliente, igualmente no valor de cerca de 1 milhão de dólares. O motivo foi a assinatura de um contrato editorial e a troca de escritório de advocacia sem o repasse que o advogado alegava ter direito.
Sem noção exata do tempo durante o período à deriva, Alvarenga disse acreditar que Córdoba morreu por volta do mês de março. Sobre isso, Perlera declarou: “No meio do oceano, ele não tinha como saber o dia exato, não tinha calendário, mas acredita que foi em março, e é assim que vamos nos lembrar dele”.
A história de José Salvador Alvarenga segue sendo debatida até hoje, tanto pelo aspecto extremo da sobrevivência quanto pelas controvérsias legais e pessoais que vieram depois do resgate.
Esse Homem que ficou perdido no mar por 438 dias foi processado em US$ 1.000.000 pela família de um tripulante por um motivo chocante foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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