Enfermeira de cuidados paliativos que já viu centenas de pessoas morrerem diz que todos sempre dizem a mesma coisa no leito de morte
Ao longo de anos trabalhando em cuidados paliativos, Julie McFadden acompanhou centenas de pessoas em seus últimos dias de vida. Essa convivência diária com o fim trouxe a ela um contato direto com reflexões que raramente aparecem em conversas comuns. São falas espontâneas, ditas quando já não há espaço para filtros, justificativas ou pressa.
Conhecida nas redes sociais como Hospice Nurse Julie, ela passou a compartilhar parte dessas experiências com um público amplo. Seus vídeos abordam desde o processo físico da morte até escolhas cotidianas que, segundo sua vivência profissional, têm impacto direto na saúde ao longo dos anos. O alcance é grande, somando milhões de seguidores em diferentes plataformas, além de um livro que se tornou sucesso editorial.
Em um de seus conteúdos mais comentados, Julie falou sobre atitudes que ela própria evita depois de observar repetidamente seus efeitos em pacientes. Entre elas estão o consumo diário de álcool, o tabagismo, incluindo o uso de cigarros eletrônicos, e a condução de motocicletas ou veículos recreativos motorizados. Segundo ela, essas práticas aparecem com frequência associadas a doenças graves que poderiam ser evitadas.
Ao falar especificamente sobre o uso de dispositivos eletrônicos para fumar, Julie é direta. “Vaping é tão prejudicial quanto fumar”, afirmou. Em seguida, explicou que os danos não se limitam aos pulmões. “Isso afeta mais do que apenas a respiração. Afeta todo o sistema cardiovascular”, disse, com base no que presenciou ao longo da carreira.
Sobre o álcool, o tom é igualmente firme. “Vi pessoas suficientes morrerem de mortes alcoólicas, como cirrose hepática causada pela bebida, para saber que isso não faz bem. E é algo que pode ser prevenido”, relatou. Para ela, o impacto do consumo contínuo aparece de forma lenta, mas consistente, até se tornar irreversível.
Além de alertas sobre hábitos, Julie também costuma falar sobre o que escuta quando os pacientes entram na fase final da vida. Em uma entrevista concedida em 2024 ao podcast Disruptors, ela contou que há padrões claros nessas conversas. Um dos desejos mais recorrentes é o arrependimento por ter dedicado tempo excessivo ao trabalho, muitas vezes em detrimento da própria vida pessoal.
No entanto, há uma frase que, segundo Julie, é ainda mais comum e menos comentada. “A principal coisa que as pessoas dizem, e que não vejo muita gente mencionar, é: ‘Eu gostaria de ter valorizado minha saúde’”, contou. Essa fala aparece repetidamente, independentemente da idade, profissão ou condição social do paciente.
Ela explica que, enquanto o corpo funciona bem, é comum tratar a saúde como algo garantido. Só quando surgem limitações, dores ou dependência é que muitos percebem o quanto se sentiam bem antes. Esse contraste se torna ainda mais intenso nos momentos finais.
Impactada por essas experiências, Julie adotou um hábito pessoal simples. Todas as noites, escreve uma lista de gratidão. Nela, registra coisas básicas que costuma ouvir seus pacientes mencionarem com saudade. “Gosto do fato de conseguir respirar, de andar, de sentir o sol no corpo. Coisas pequenas assim”, explicou.
Segundo ela, a frase que mais escuta de pessoas à beira da morte resume tudo isso. “Acho que a coisa mais comum que ouço de quem está morrendo é que gostaria de ter valorizado o quanto se sentia bem antes.”
Esse Enfermeira de cuidados paliativos que já viu centenas de pessoas morrerem diz que todos sempre dizem a mesma coisa no leito de morte foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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