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Curiosidades

Wi-Fi 7 no Brasil: o que muda para quem usa internet em casa

A maioria dos dispositivos conectados em uma casa hoje, como celular, TV, tablet, lâmpada inteligente, geladeira, ainda opera em redes projetadas antes de o streaming em 4K, as videochamadas simultâneas e a inteligência artificial virarem rotina. O Wi-Fi 7, nova geração de conexão sem fio, foi desenvolvido para absorver essa demanda, e a expectativa é que ele chegue em escala ao Brasil já em 2027.

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A projeção é de Samir Vani, diretor de desenvolvimento de negócios da MediaTek para a América Latina e colunista do Canaltech. No episódio desta quinta-feira (28) do Podcast Canaltech, ele explica o que muda na prática com a nova geração e por que a transição é relevante para consumidores, operadoras e provedores regionais.


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Segundo Vani, o padrão já está disponível em operadoras da Europa, Ásia e América do Norte. No Brasil, ele chegou de forma gradual nos últimos 12 meses, ainda limitado pelo preço dos equipamentos.

Um estudo lançado durante o MWC 2026, em parceria entre Huawei e IPE Digital, estima que a adoção do Wi-Fi 7 no Brasil pode atrair mais de US$ 10 bilhões em investimentos nos próximos três anos.

O que muda na prática

A diferença técnica central do Wi-Fi 7 em relação às gerações anteriores é a operação simultânea nas frequências de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz — um recurso chamado MLO (Multi-Link Operation). Até o Wi-Fi 6, um dispositivo se conectava a uma frequência por vez; com o Wi-Fi 7, os três canais operam ao mesmo tempo.

“Você tem uma confiabilidade maior, a sua conexão não vai cair, você tem um alcance maior e uma velocidade maior”, diz Vani. O uso da faixa de 6 GHz também contribui para reduzir interferência em prédios com dezenas de redes coexistindo no mesmo ambiente.

Outro avanço é a capacidade de manter mais dispositivos conectados sem que a rede precise desconectar e reconectar aparelhos. “Antes, com o Wi-Fi 6, ele conectava e desconectava para outro conectar. Agora você consegue suportar um número muito maior de elementos conectados 100% do tempo”, explica o executivo. O novo padrão ainda reduz o consumo de bateria de smartphones conectados a roteadores Wi-Fi 7.

Wi-Fi 8 foca em robustez e IA

Para além do Wi-Fi 7, Vani antecipa o que vem a seguir. O Wi-Fi 8 não terá como objetivo elevar o teto de velocidade, mas subir o piso, ou seja, garantir que a menor velocidade disponível na rede seja suficientemente alta para qualquer dispositivo conectado, incluindo aparelhos mais antigos.

A justificativa está na chegada dos agentes de inteligência artificial. Ao contrário do streaming convencional, que apenas faz download, os agentes de IA exigem comunicação constante e bidirecional entre os dispositivos domésticos e servidores remotos. “Isso deve acontecer nos próximos cinco anos, com certeza”, afirma Vani. O Wi-Fi 8 também deverá ser complementado pelo 6G e por redes não terrestres, ampliando ainda mais as fontes de sinal disponíveis.

Sobre o posicionamento do Brasil na América Latina, Vani avalia que o país lidera em cobertura de internet rápida, puxado pelo ecossistema de pequenos provedores regionais, um fenômeno sem paralelo em outros países do mundo, segundo ele.

Leia a matéria no Canaltech.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.