Quem inventou o passaporte?
Quem inventou o passaporte? Muito antes de existirem aviões e aeroportos, viajantes já utilizavam documentos que lhes permitiam atravessar fronteiras ou circular com segurança por territórios estrangeiros. Um dos exemplos mais antigos aparece na Bíblia, no livro de Neemias, que relata acontecimentos do século V a.C. Nele, o rei persa Artaxerxes I entrega a Neemias cartas destinadas aos governadores de outras províncias, solicitando autorização para sua passagem. Embora não fossem passaportes no sentido atual, esses documentos são frequentemente considerados antecessores dos passaportes modernos.
Na Europa medieval, reis e autoridades passaram a conceder cartas de salvo-conduto, que garantiam proteção e liberdade de circulação a determinados viajantes. Durante o reinado de Henrique V, da Inglaterra, esses documentos ganharam maior reconhecimento legal. Em 1414, o Parlamento inglês aprovou uma lei relacionada aos salvo-condutos, razão pela qual Henrique V às vezes é citado como um precursor da história do passaporte. No entanto, documentos desse tipo já existiam muito antes de seu reinado.
A palavra passaporte deriva do francês passeport, registrada no início do século XV. O termo é formado por passer (“passar”) e port (“porto” ou “passagem”). A explicação mais difundida associa a palavra à autorização para passar por portos e pontos de entrada controlados. Outra interpretação sugere que o termo se referia à permissão para atravessar os portões de cidades fortificadas.
Durante séculos, os passaportes eram simples folhas de papel, sem fotografia e com poucos elementos de identificação. Depois da Primeira Guerra Mundial, eles se tornaram uma exigência cada vez mais comum para viagens internacionais. Em 1920, uma conferência organizada pela Liga das Nações, em Paris, estabeleceu os primeiros padrões internacionais para esses documentos, dando origem ao formato que evoluiria para o livrinho de passaporte conhecido atualmente.
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