Os bastidores caóticos de “Tubarão”, que completou 50 anos em 2025
A inspiração
Tubarão (1975) é baseado num romance de Peter Benchley, que passou a infância pescando em Nantucket, costa nordeste dos EUA. A capa do livro inspirou o famoso pôster do longa. Benchley só bateu o martelo sobre o título (“Jaws”, que em inglês quer dizer “mandíbulas”) prestes a enviar o texto para a editora.
Em 1973, um ano antes de o livro ser lançado, a Universal comprou os direitos de adaptação (a aposta foi certeira, pois a obra virou um best-seller). Após se decepcionar com o primeiro diretor escolhido, o estúdio contratou um jovem cineasta de 26 anos que havia demonstrado interesse na história: Steven Spielberg.
Realismo

As cenas submersas foram feitas num tanque em Los Angeles e na costa da Austrália por documentaristas que trabalharam em Morte Branca em Água Azul (1971), uma das referências para Tubarão. O grosso das gravações aconteceu em Martha’s Vineyard, ilha do lado de Nantucket. Moradores locais sem experiência em atuação compuseram o elenco. Mas a decisão de filmar por lá em mar aberto (algo raro em Hollywood até então) quase inviabilizou o filme.
Olá, Bruce

Além da logística de câmeras e equipe no oceano, a produção sofreu com os três tubarões mecânicos construídos para o filme (apelidados de Bruce, nome do advogado de Spielberg). Os tubarões passaram 80% do tempo no conserto – seus sistemas elétricos não foram desenvolvidos considerando a água salgada. Foi preciso repensar cenas e esconder o bicho do público. O improviso aumentou o suspense sobre a criatura e foi um dos trunfos do longa.
Acaba logo

As gravações deveriam ser de 55 dias, mas duraram 159. O orçamento estourou 300% e bateu US$ 80 milhões (em dinheiro de hoje), quatro vezes mais que o comum na época. O chefão da Universal voou até o set para entender a situação. Para piorar, uma rixa entre os atores Richard Dreyfuss e Robert Shaw azedou o clima nos bastidores. Para desestressar, Spielberg jogava arcade. Ao fim das filmagens, ele teve uma crise de pânico.
Arrasa-quarteirão

Junto a filmes como Bonnie e Clyde (1967) e Sem Destino (1969), Tubarão consolidou o conceito de “blockbuster de verão” – produções com orçamento polpudo que arrastam multidões. Antes, Hollywood não apostava nessa época do ano. Ninguém ia ao cinema quando dava para acampar, ir à piscina ou à praia. Tubarão foi a primeira produção a bater US$ 100 milhões em bilheteria nos EUA. Tirou todo mundo da água – primeiro pela curiosidade, depois pelo medo.
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