Novo “Star Fox” captura bem a essência do original
CIDADE DO MÉXICO – O Super Nintendo só foi lançado no final de 1990, dois anos depois do Mega Drive. A Sega saiu na frente na era 16 bits, mas a Nintendo respondeu com força: o Super NES chegou trazendo o jogo de corrida F-Zero, visualmente impressionante, e Super Mario World, até hoje considerado um dos melhores games de todos os tempos. Em 1993 foi a vez de Star Fox, jogo de combate espacial que tinha uma grande novidade: um chip adicional, o Super FX, dentro do cartucho. Isso aumentava o poder gráfico do Super NES, e tornava o console capaz de gerar gráficos poligonais 3D. Era revolucionário para a época – e Star Fox entrou para a História dos games.
Ele deu origem a uma franquia de sucesso, com oito títulos desenvolvidos para os consoles da Nintendo ao longo das últimas três décadas. Agora, ganha mais um – que se chama apenas Star Fox. Ele será lançado no dia 25 de junho. Mas, em um evento realizado no México pela Nintendo, foi possível testá-lo por aproximadamente 90 minutos.
O jogo é um remake de Star Fox 64, lançado em 1997 para o Nintendo 64, mas com novos modos que exploram os controles e as possibilidades do Switch 2. Você pode jogar do jeito tradicional, guiando a nave com os direcionais analógicos, ou optar pelo modo mouse, deslizando o joy-con direito sobre uma mesa -ou sobre a sua perna- para controlar a mira.
Esse modo, que também altera a câmera (ela passa a ser em primeira pessoa, de dentro da nave), torna a ação bem mais difícil -ao menos durante o teste, em que a mesa era um pouco baixa e de superfície não perfeitamente deslizante.
Outra novidade é o modo cooperativo local, em que um jogador pilota a nave enquanto o outro controla a mira e os disparos. É simples e divertido: as duas pessoas inevitavelmente se descoordenam um pouco de vez em quando, o que rende boas risadas.
Star Fox também tem um modo multiplayer em que duas equipes de quatro jogadores se enfrentam numa batalha espacial ao estilo capture the flag – além de abater os adversários, você precisa coletar cilindros de energia e levá-los até sua base. A ação é intensa, com dezenas de elementos (tiros, naves, obstáculos, itens etc) na tela ao mesmo tempo.

O game usa bem a câmera (opcional, vendida separadamente) do Switch 2. Além de jogar com mais três amigos vendo as caras deles, você pode se colocar dentro de uma nave do jogo ou se transformar num dos personagens da saga Star Fox – o game mapeia as suas expressões faciais em tempo real, e reproduz no rosto do boneco.

É engraçado e funciona bem; embora, durante o teste, a função Game Chat tenha dado algumas osciladas, exigindo que o jogo fosse reiniciado. Um ponto importante, e bem positivo, é que os seus amigos não precisam ter o Star Fox para jogar com você. Dá para compartilhar gratuitamente o jogo por meio do recurso Game Share, localmente ou online.
Além dos modos multijogador, foi possível explorar o tutorial e as duas primeiras missões da campanha. Ela preserva bem o espírito original de Star Fox, com navegação linear. Mas também há momentos, como os combates contra os chefes das fases, nos quais você pode voar livremente, explorando o cenário em 360 graus. Os gráficos são bonitos e aproveitam o maior poder gráfico do Switch 2, que rodou bem o jogo, sem engasgos – notei apenas um microstutter, de aproximadamente um segundo, na entrada do primeiro chefe. A conferir.
No geral, Star Fox parece ótimo. Executa bem a fórmula clássica da franquia, com gráficos modernizados e novos modos de jogo interessantes e divertidos. Será possível ter uma noção melhor quando o game for lançado, no final do mês.
O jornalista viajou a convite da Nintendo.
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