“Metroid Prime 4: Beyond” está à altura do hype – e compensa espera de quase 20 anos
Metroid Prime é um dos grandes títulos da Nintendo, mas está parado faz tempo: seu último jogo foi Metroid Prime 3, lançado em 2007, para o Nintendo Wii. Uma década mais tarde, em 2017, a empresa japonesa anunciou uma continuação, Metroid Prime 4, a ser desenvolvida pela Bandai Namco. Mas, em 2019, a Nintendo decidiu reiniciar o projeto, com a desenvolvedora americana Retro Studios – e agora, na próxima quinta-feira (4/12), o jogo finalmente será lançado, sob muita expectativa, para Switch 1 e Switch 2.
O resultado está à altura do hype. Metroid Prime 4: Beyond entrega o que os fãs da série esperam, e tem qualidades de sobra para conquistar novos jogadores. É preciso e elegante, com ritmo de jogo cadenciado e diálogos bem escritos, que vão revelando a história aos poucos. Você é Samus Aran, a protagonista, que tenta sobreviver num planeta alienígena.
À primeira vista, o jogo pode parecer só mais um shooter com visão em primeira pessoa. Mas vai bem além. Mais do que atirar, é preciso escanear elementos, atravessar mapas e enfrentar puzzles – alguns relativamente complicados, porque o game dá pouca ou nenhuma explicação sobre o que precisa ser feito para resolvê-los.
Isso pode ser frustrante em alguns momentos (e, eventualmente, fazer você ir procurar a solução no YouTube), mas também aumenta bastante a sensação de imersão no planeta Viewros, no qual a ação se passa.
Metroid Prime 4: Beyond pode ser jogado de três formas. No modo tradicional, você usa os direcionais analógicos do Switch para controlar a visão e a mira (como em qualquer shooter). Já no “modo retícula”, a mira é controlada pelo movimento do joy-con direito, que você aponta no ar. Há também o modo mouse, em que você desliza o joy-con direito sobre uma superfície (somente no Switch 2, que tem essa função).
A maioria dos jogadores provavelmente irá preferir o modo de controle tradicional, mas vale a pena experimentar os três. Um porém é que, no modo tradicional, o sistema de assistência de mira é forte demais: assim que você aperta o botão ZL (gatilho esquerdo) para dar zoom num inimigo, a mira já prende automaticamente nele. Isso deixa alguns combates fáceis demais.
Seria legal poder atenuar um pouco a assistência de mira. Mas isso não chega a comprometer as sequências de ação, que são boas – especialmente as batalhas contra os chefes das fases, inimigos grandes e cheios de truques.

A protagonista Samus também tem poderes telecinéticos e a capacidade de congelar o tempo. Certos desafios só podem ser superados usando essas habilidades, o que torna a jogabilidade mais rica e interessante.
Os mapas são bem elaborados, e a Samus conta com uma moto para explorá-los. Os gráficos são bonitos, ainda que não excepcionais, e o jogo tem ótima performance no Switch 2, com resolução 4K (com o console no dock), 60 fps estáveis e quase nenhum serrilhamento (o que indica um upscaling bem feito).
Também dá para jogar a 120 fps, com resolução 1080p, se você tiver uma TV ou monitor compatível. No Switch 1, o jogo roda a 60 fps, em 1080p.

Metroid Prime 4: Beyond encerra bem o hiato interminável da franquia. É um Metroid moderno, com visual atualizado e novas possibilidades de jogo, mas sem perder a essência da série. Tem tudo para se tornar mais um clássico da Nintendo.
Metroid Prime 4: Beyond estará disponível para download, a partir desta quinta-feira, no Switch 1 (R$ 349) e no Switch 2 (R$ 439,90). Também será vendido em mídia física (R$ 349 e R$ 409, respectivamente, na Amazon).
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