Médico esclarece o debate sobre se ficar 30 dias sem se masturbar realmente traz benefícios
A cada início de dezembro, enquanto muita gente espera apenas a primeira janelinha do calendário do Advento, um grupo específico na internet celebra outra espécie de “libertação”. São participantes de um desafio curioso, conhecido como No Nut November, que passam 30 dias inteiros sem ejacular e encerram o mês prontos para retomar a rotina sexual.
O fenômeno começou há quase uma década e ganhou força nas redes sociais, principalmente entre homens que buscam uma pausa de sexo e masturbação. Motivações variam de descanso mental a tentativas de melhorar o foco diário. Mesmo assim, ninguém parece concordar totalmente sobre o que, de fato, essa abstinência traria para o corpo.
Muitos participantes acreditam que ficar um mês sem ejacular pode elevar a testosterona, aumentar a fertilidade e melhorar a qualidade do sêmen. Essas suposições circulam há anos, sempre sem base científica clara. Por outro lado, especialistas têm uma visão bem diferente a respeito do efeito real desse hábito.
O serviço Boots Online Doctor explicou ao portal LADbible como a medicina observa o desafio. Segundo eles, No Nut November é apenas uma tendência social, sem sustentação fisiológica sólida. A equipe afirmou: “Do ponto de vista médico, a abstinência de curto prazo não é prejudicial, e não há evidências de que evitar a ejaculação traga benefícios ou riscos físicos”.
A declaração reforça que hormônios não sofrem alterações significativas por causa da frequência de ejaculação. “Níveis de testosterona não são afetados pela abstinência; não são influenciados pela regularidade com que você ejacula”, disseram. O máximo que algumas pessoas percebem é acúmulo temporário de tensão sexual, ereções mais frequentes e, em certos casos, emissões noturnas, os chamados “sonhos molhados”, mecanismo natural do corpo para liberar sêmen.
Além da parte fisiológica, também existe o aspecto emocional. O mesmo serviço médico acrescentou que longos períodos de abstinência tendem a ser seguros, mas podem gerar desconforto em alguns indivíduos. “Em algumas pessoas, a abstinência pode começar a causar sentimentos de ansiedade, frustração ou dificuldades no relacionamento”, afirmaram. O conselho oferecido foi direto: “Minha orientação para quem fica mais tempo sem ejacular do que o habitual é prestar atenção ao que está sentindo”.
Apesar de ser tratado muitas vezes com humor nas redes sociais, o desafio revela como mitos sobre hormônios e saúde sexual circulam com facilidade. Ao final de novembro, quem participou volta à rotina e cada um tira suas próprias conclusões sobre o impacto pessoal da experiência.
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