Mãe é presa após menina desaparecida ser encontrada viva 40 anos depois de ter sido sequestrada
Durante mais de quatro décadas, o desaparecimento de uma criança ocorrido nos Estados Unidos permaneceu envolto em lacunas, falhas investigativas e identidades reconstruídas. A história começou no início dos anos 1980, na cidade de Louisville, no estado do Kentucky, e só teve um desfecho inesperado muitos anos depois, quando a própria vítima descobriu que sua vida inteira havia sido construída sobre uma informação falsa.
Michelle Newton desapareceu em 1983, quando tinha apenas três anos de idade. Na época, ela vivia com os pais, Debra e Joseph Newton. O casal planejava se mudar para o estado da Geórgia, e foi nesse contexto que a rotina familiar foi abruptamente interrompida. Debra deixou Louisville levando a filha, dizendo ao marido que iria antes para começar um novo emprego e preparar a nova casa da família.
Segundo informações do gabinete do xerife do condado de Jefferson, Debra manteve contato com Joseph por um curto período após a mudança. No entanto, quando ele chegou à Geórgia, não encontrou nem a esposa nem a filha. A partir daí, o silêncio se instalou. Sem conseguir localizar a família, Joseph procurou as autoridades e registrou o desaparecimento.
Michelle tinha apenas três anos quando desapareceu (Jefferson County Sheriff’s Office)
Com o avanço das investigações, a polícia concluiu que se tratava de um sequestro parental. Debra Newton passou a constar entre as fugitivas mais procuradas pelo FBI nesse tipo de crime. Durante anos, a busca continuou sem resultados concretos. Em 2000, cerca de 17 anos depois do desaparecimento, o caso acabou sendo arquivado porque as autoridades não conseguiram mais contato com Joseph.
O tempo passou, e Michelle cresceu sem saber que havia sido registrada como uma criança desaparecida. Já adulta, na casa dos 20 anos, seu nome foi retirado dos bancos de dados nacionais de crianças desaparecidas. A justificativa oficial foi a existência de informações consideradas imprecisas, o que levou ao recolhimento do mandado relacionado ao caso.
A história, porém, não terminou ali. Em 2016, um familiar decidiu pressionar as autoridades para que o caso fosse reavaliado. O processo foi reaberto, e no ano seguinte o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas divulgou imagens com progressão de idade, mostrando como Michelle e Debra poderiam estar décadas depois do desaparecimento.
Essas imagens chamaram a atenção do público e geraram uma denúncia anônima ao serviço de informações criminais. A pista levou os investigadores até o condado de Marion, na Flórida. Lá, mãe e filha viviam juntas, sob uma identidade completamente diferente da original.
O momento em que Debra foi presa como “Sharon” (Marion County Sheriff’s Department)
Debra utilizava o nome Sharon e havia reconstruído sua vida. Ela se casou novamente e se aposentou na região conhecida como The Villages. Para confirmar a identidade, as autoridades recorreram a exames genéticos. O DNA de uma irmã de Debra foi comparado, resultando em uma correspondência de 99,9%, o que confirmou que Sharon era, de fato, Debra Newton.
Aos 66 anos, Debra foi presa e extraditada para o Kentucky. No estado, crimes de sequestro não prescrevem, o que significa que não há limite de tempo para que a pessoa seja acusada ou julgada. Ela agora responde a acusações criminais graves e pode enfrentar uma longa pena de prisão.
Para Michelle, hoje com 46 anos, a descoberta foi um choque profundo. Ela relatou o momento em que a polícia bateu à sua porta e disse que ela não era quem acreditava ser. “Você não é quem pensa que é, você é uma pessoa desaparecida”, disseram os agentes, segundo seu relato.
Após a confirmação da identidade, Michelle reencontrou o pai e outros familiares que não via desde a infância. O reencontro foi carregado de emoção. Joseph descreveu o momento em que pôde abraçar a filha novamente. “Eu não trocaria aquele momento por nada. Foi como vê-la quando nasceu. Foi como um anjo”, afirmou.
Mesmo diante das acusações contra a mãe, Michelle declarou que pretende apoiar ambos os pais. Em entrevista à imprensa local, ela disse: “Minha intenção é apoiar os dois durante tudo isso e tentar ajudar para que possamos encerrar essa situação, para que todos possam se curar. Espero que haja pedidos de desculpas e que possamos começar esse processo de cura”.
A história segue agora em duas frentes distintas: a judicial, com o andamento do processo criminal no Kentucky, e a pessoal, com uma família tentando reconstruir laços interrompidos por mais de 40 anos.
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