Mãe de 5 filhos faz um alerta após câncer incurável ter sido confundido com sintomas da perimenopausa
Durante anos, Crystal Portsmouth conviveu com dores intensas, cansaço extremo e episódios frequentes de sangramento abundante sem que a causa real fosse identificada. Aos 50 anos, mãe de cinco filhos e trabalhadora do setor de assistência social no Reino Unido, ela procurou ajuda médica repetidas vezes, mas suas queixas acabaram sendo atribuídas a mudanças naturais do corpo feminino com o passar da idade.
Crystal relatava menstruações muito dolorosas, anemia persistente e fadiga constante. Esses sintomas não surgiram de forma pontual, mas se estenderam por vários anos. Mesmo assim, os profissionais de saúde associaram o quadro à perimenopausa e à presença de miomas uterinos, formações benignas bastante comuns e que atingem a maioria das mulheres até essa faixa etária.
Diante desse diagnóstico, o tratamento indicado foi o uso de suplementos de ferro e a colocação do dispositivo intrauterino Mirena, conhecido por reduzir sangramentos menstruais intensos. A expectativa era que isso aliviasse os sintomas e devolvesse qualidade de vida à paciente. O que aconteceu, porém, foi o oposto.
Após a colocação do dispositivo, Crystal passou a ter infecções urinárias recorrentes, que exigiam o uso frequente de antibióticos. Além disso, as dores e o sangramento excessivo continuaram. Em vez de uma investigação mais aprofundada para entender a origem do problema, a alternativa foi remover o dispositivo e sugerir terapia de reposição hormonal, o que representou mais uma oportunidade perdida de detectar algo mais sério.
Enquanto isso, o impacto no dia a dia só aumentava. Crystal precisava lidar com perdas de sangue tão intensas que chegavam a ultrapassar absorventes e roupas. Ela conta que passou a levar peças extras para o trabalho, temendo situações constrangedoras. “Era embaraçoso e eu tinha dificuldade para trabalhar quando meu período se aproximava por causa da quantidade de sangue que eu perdia”, afirmou.
Em um episódio marcante, cerca de sete anos antes do diagnóstico definitivo, ela precisou sair às pressas de um supermercado devido a um sangramento intenso. Ao procurar o médico novamente, ouviu mais uma vez que a solução seria o uso do dispositivo intrauterino. Com o passar do tempo, a anemia se tornou algo recorrente, tratada apenas com comprimidos de ferro, sem uma explicação mais ampla.
A virada na história aconteceu em abril de 2023, quando Crystal desmaiou no trabalho. O episódio levou à realização de uma série de exames mais detalhados, incluindo uma biópsia da medula óssea. Foi nesse momento que veio a descoberta: ela convivia havia anos com mieloma múltiplo, um tipo de câncer no sangue considerado incurável, mas tratável.
O diagnóstico só foi confirmado oficialmente mais de um ano após o colapso, em julho de 2024. A partir daí, Crystal iniciou um tratamento intenso, com ciclos de quimioterapia e um transplante de células-tronco. Hoje, a doença está em remissão, e ela segue com quimioterapia de manutenção.
Ao relembrar o momento em que recebeu a notícia, Crystal descreve uma sensação difícil de explicar. “Eu simplesmente não conseguia acreditar, e ainda hoje é difícil de acreditar”, disse. “Todo dia, quando você acorda, pensa que é um sonho, mas é real. Algumas vezes a gente até falou: ‘Quando é que vamos acordar?’”.
Ao revisar seus registros médicos no aplicativo do sistema público de saúde, ela percebeu que os sinais estavam ali há muito tempo. “Quando olho para trás, penso: meu Deus, estava tudo gritando… mas os sinais do mieloma nunca foram identificados”, relatou.
Entre os indícios que hoje ela reconhece estavam o sangramento intenso, a anemia crônica, a fadiga e infecções frequentes. Além disso, Crystal começou a ter problemas de pele, como episódios repetidos de celulite infecciosa. “Eu pensava: o que está errado com o meu sistema imunológico?”, contou. “Mas a gente acaba racionalizando essas coisas.”
Por ter ouvido durante anos que seus sintomas estavam ligados apenas à saúde reprodutiva, Crystal admite que entrou em um estado de negação quando a possibilidade de câncer foi mencionada. “Depois de tanto tempo, você não sabe mais o que pensar. Quando um colega falou que poderia ser câncer, eu disse: ‘Não, não tem câncer na nossa família, não é isso’.”
Hoje, além de seguir o tratamento, Crystal apoia o trabalho da Myeloma UK, organização que alerta para a dificuldade de diagnosticar a doença. Segundo a entidade, apesar de ser o terceiro tipo mais comum de câncer no sangue, o mieloma frequentemente passa despercebido porque seus sintomas são vagos e se confundem com outras condições.
Entre os sinais associados ao mieloma estão dores persistentes, especialmente nas costas, quadris e peito, cansaço extremo, infecções recorrentes, problemas renais, perda de peso sem explicação, aumento do cálcio no sangue, vontade frequente de urinar e facilidade para desenvolver hematomas.
Ao compartilhar sua experiência, Crystal resume a principal mensagem que gostaria de deixar para outras pessoas: “Aprendam a ouvir o próprio corpo e insistam por respostas se sentirem que algo não está certo”.
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