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Curiosidades

Homem e mulher se amarraram um ao outro durante um ano inteiro, sem possibilidade de escapar, para ver o que aconteceria

Às 18h do dia 4 de julho de 1983, dois artistas decidiram iniciar uma experiência que mudaria completamente a rotina de ambos por um ano inteiro. Linda Montano e Tehching Hsieh amarraram-se um ao outro pela cintura com uma corda de cerca de 2,4 metros e assumiram o compromisso de manter esse vínculo físico ininterrupto durante 12 meses.

A proposta fazia parte de uma performance artística planejada e registrada desde o início. Em um texto explicativo, os dois deixaram claras as regras que guiariam o experimento. “Nós, Linda Montano e Tehching Hsieh, planejamos realizar uma performance de um ano”, escreveram. Em seguida, detalharam os termos: permanecer juntos o tempo todo, nunca ficar sozinhos, dividir o mesmo espaço sempre que estivessem em ambientes fechados e manter a corda presa à cintura durante todo o período. Outra regra fundamental era direta e restritiva: “Nunca vamos nos tocar durante o ano”.

A obra recebeu o nome de Art/Life One Year Performance e exigia disciplina constante. Segundo a revista ArtForum, Montano e Hsieh dormiam em camas separadas, posicionadas a poucos metros uma da outra. Situações simples do cotidiano se tornaram operações coordenadas. Quando um deles precisava tomar banho, o outro aguardava do lado de fora. Ambos permaneceram em celibato ao longo de todo o ano.

Eles passaram um ano inteiro amarrados um ao outro, mas sem poder se tocar (Tehching Hsieh e Linda Montano)

Eles passaram um ano inteiro amarrados um ao outro, mas sem poder se tocar (Tehching Hsieh e Linda Montano)

Apesar da rigidez das regras, houve pequenas falhas. Ao final da performance, os registros indicaram cerca de 60 toques acidentais ao longo do ano e um único abraço intencional, dado por Montano. Ainda assim, o acordo foi mantido de forma quase integral, algo considerado impressionante dentro do contexto da arte performática.

Para Tehching Hsieh, aquela não foi a primeira vez que dedicou um ano inteiro da própria vida a um projeto artístico extremo. Em trabalhos anteriores, ele já havia passado 12 meses dentro de uma gaiola de madeira sem falar, outro ano batendo ponto em um relógio a cada hora, dia e noite, e mais um ano vivendo exclusivamente ao ar livre, sem entrar em ambientes fechados. Montano também tinha histórico em performances de resistência, incluindo uma experiência anterior em que ficou algemada a outra pessoa por três dias.

Onde um ia, o outro tinha de ir, e por um período eles mal falavam um com o outro (Tehching Hsieh e Linda Montano)

Onde um ia, o outro tinha de ir, e por um período eles mal falavam um com o outro (Tehching Hsieh e Linda Montano)

Durante o projeto, os dois tiravam uma fotografia diária e gravavam conversas sempre que possível. Com o passar do tempo, no entanto, a comunicação verbal começou a desaparecer. Montano relatou que eles “quase pararam de falar completamente” e descreveu uma mudança gradual no comportamento. Segundo ela, estavam “ficando mais parecidos com animais” e, quando surgiam conflitos, brigavam sem se tocar, puxando com força a corda que os mantinha unidos.

A comunicação passou a acontecer de forma rudimentar. Montano contou que eles “começaram a apontar usando sons, grunhidos e gemidos”. Essa limitação gerou novos impasses, já que nenhuma decisão podia ser tomada de forma independente. Se um quisesse sair ou realizar qualquer atividade, o outro precisava concordar e acompanhar. Em determinados momentos, passaram horas sem fazer nada, pois qualquer iniciativa de um anulava a vontade do outro.

Curiosamente, nos meses finais, a convivência começou a se tornar menos tensa. Hsieh descreveu essa mudança de forma simbólica: “Faltando 80 dias para o fim, começamos a agir como pessoas. Era quase como se tivéssemos emergido de um submarino”.

Esse Homem e mulher se amarraram um ao outro durante um ano inteiro, sem possibilidade de escapar, para ver o que aconteceria foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.