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Curiosidades

Como é a Lei Vini Jr., aplicada de forma inédita na Copa do Mundo

Na madrugada deste sábado, 20 de junho, Turquia e Paraguai se enfrentaram na Copa do Mundo em uma partida histórica, disputada no Levi’s Stadium, nos Estados Unidos. Mesmo com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, a seleção paraguaia venceu por 1 a 0, conquistando sua primeira vitória em uma Copa do Mundo em 16 anos. O resultado eliminou a Turquia, que não tem mais chances de classificação para a próxima fase do torneio.

Marcado por Matías Galarza, o gol é, até agora, o mais rápido desta edição da Copa, movimentando o placar com apenas 1 minuto e 4 segundos de jogo. O nome do jogador parece familiar? É porque ele já passou pelo Vasco, atuando no clube brasileiro por duas temporadas entre 2021 e 2022.

Mas esse não foi o único acontecimento histórico da partida. Nos acréscimos do primeiro tempo, aos 47 minutos, o paraguaio Miguel Almirón, camisa 10 da equipe, foi expulso da partida por meio de uma nova regra da Fifa que nunca havia sido aplicada anteriormente.

Apelidada de “Lei Vini Jr”, ela determina que jogadores não podem cobrir deliberadamente a boca durante confrontos ou discussões com adversários, sob pena de expulsão.

E foi exatamente isso que aconteceu. Após uma disputa de bola, iniciou-se uma discussão generalizada entre atletas das duas seleções. Durante o conflito, Almirón colocou a mão sobre a boca enquanto discutia com o turco Mert Müldür. A ação foi revisada pelo VAR, e o jogador recebeu cartão vermelho.

Com isso, o Paraguai disputou todo o segundo tempo com um atleta a menos. Apesar de ter infringido as novas normas, não houve acusações de falas racistas ou discriminatórias por parte de Almirón.

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A IFAB (International Football Association Board), órgão responsável pelas regras do futebol e do qual a Fifa faz parte, aprovou a norma em abril de 2026 para que ela entrasse em vigor já nesta Copa do Mundo. O objetivo é combater comportamentos discriminatórios: ao cobrir a boca, torna-se muito mais difícil identificar o que está sendo dito em campo, o que pode servir para que jogadores escondam ofensas ou insultos.

O impulso para a criação da lei veio de um episódio de discriminação sofrido por Vinicius Júnior, jogador titular da seleção brasileira, em fevereiro deste ano. Na ocasião, ele jogava para o Real Madrid em uma partida da Champions League contra o Benfica, de Portugal.

O jogador argentino do time adversário, Gianluca Prestianni, cobriu a boca com a camisa para dirigir insultos a Vinícius. Segundo a denúncia do brasileiro, tratava-se de xingamentos racistas e, entre as palavras utilizadas, estava “mono”, que significa “macaco” em espanhol.

Vinícius reagiu imediatamente e informou o árbitro, que acionou o protocolo antirracismo. O atacante Kylian Mbappé confirmou a versão apresentada pelo companheiro de equipe do Real Madrid.

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A partida foi interrompida por cerca de dez minutos e, quando recomeçou, Vinícius e Mbappé foram vaiados pela torcida.

O grande problema era justamente a dificuldade de realizar uma leitura labial de Prestianni, que negava as acusações.

Inicialmente, o jogador recebeu suspensão de uma partida. Após investigação, porém, foi considerado culpado por insultos homofóbicos. Isso porque algumas versões apontavam que ele teria dito “maricón” (termo ofensivo em espanhol para se referir a pessoas LGBTQIA+) e não “mono”. No fim, acabou suspenso por seis jogos.

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Essa não foi a primeira vez que Vinicius Júnior enfrentou episódios de racismo no futebol. Um dos casos mais marcantes ocorreu em 2023, quando torcedores na Espanha dirigiram ofensas racistas ao jogador. O episódio ganhou repercussão internacional e se tornou um símbolo da discussão sobre racismo no futebol espanhol. Alguns dos responsáveis chegaram a ser condenados pela Justiça.

Desde então, a Fifa passou a intensificar discussões sobre combate à discriminação dentro dos estádios. Em 2023, representantes da entidade chegaram a visitar a CBF para discutir possíveis medidas relacionadas ao tema.

 

 

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.