Cientistas fazem uma descoberta inacreditável dentro de um fóssil raro de 520 milhões de anos que os deixou de “queixo caído”
O registro fóssil ganhou um novo protagonista que surpreendeu até os pesquisadores mais experientes. Em uma camada rochosa formada muito antes de qualquer árvore existir na Terra, veio à tona um organismo minúsculo, mas com um nível de preservação tão detalhado que deixou cientistas perplexos.
Para entender o tamanho da descoberta, basta lembrar que os dinossauros só surgiram por volta de 243 milhões de anos atrás. O fóssil encontrado pertence a um período absurdamente mais antigo: cerca de 520 milhões de anos. É uma diferença tão grande que existe mais tempo separando esse animal da chegada dos primeiros dinossauros do que entre os dinossauros e os dias atuais.
O mundo dessa época era completamente diferente. Durante o Período Cambriano, a Terra passava por uma expansão impressionante na diversidade de formas de vida, um fenômeno conhecido como Explosão Cambriana. A maior parte dos seres complexos que surgiam nesse intervalo eram artrópodes, ancestrais de insetos, aranhas e crustáceos.
O fóssil recém-analisado pertence justamente a um desses antigos artrópodes e recebeu o nome científico Youti yuanshi. Apesar de medir poucos milímetros e ainda estar na fase larval, ele oferece um conjunto de informações raríssimas. A razão é simples: seu corpo conserva órgãos internos completos.
Encontrar estruturas tão delicadas preservadas em fósseis é algo incomum até mesmo quando se trata de dinossauros, que são muito mais recentes. Ver isso em um organismo que viveu meio bilhão de anos atrás é quase inacreditável.
Os cientistas ficaram maravilhados (Yang Jie/Zhang Xiguang)
A equipe responsável pela pesquisa observou no exemplar regiões que correspondem ao cérebro, glândulas digestivas, vasos primitivos responsáveis pela circulação e até vestígios de nervos ligados às pernas e aos olhos da larva. Tudo isso ficou preservado porque os tecidos foram substituídos por fosfato, um processo que depende de altas concentrações de fósforo na água onde o animal morreu.
O paleontólogo Martin Smith, da Universidade de Durham, que lidera o estudo, relatou o impacto da descoberta. Em entrevista, contou que sempre sonhou em encontrar uma larva fossilizada, pois esse tipo de registro ajuda a entender a forma como os artrópodes se desenvolveram ao longo do tempo.
Segundo ele: “Quando eu percebi que aquele pequeno organismo tinha estruturas internas visíveis, simplesmente não acreditei. Como algo tão frágil poderia permanecer intacto depois de meio bilhão de anos?”
A reação dos pesquisadores foi de surpresa total. A delicadeza do animal, aliada à complexidade das partes preservadas, transforma o Youti yuanshi em um dos fósseis mais impressionantes já documentados desse período remoto. Cada detalhe visível sob a rocha ajuda a reconstruir um fragmento da história dos primeiros animais complexos do planeta.
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