Atriz de franquia que fez pessoas vomitarem nos cinemas processa por cena de nudez
Um processo judicial envolvendo um dos filmes de terror mais comentados dos últimos anos está chamando atenção. A atriz Catherine Corcoran, que atuou no longa que fez várias pessoas passarem mal nos cinemas, entrou com uma ação na Justiça dos Estados Unidos alegando quebra de contrato, exploração sexual e fraude por parte da equipe de produção.
Acusações contra os produtores
A ação foi registrada em um tribunal federal da Califórnia no domingo, 26 de outubro. No processo, Corcoran acusa o diretor Damien Leone, as produtoras Dark Age Cinema e Fuzz on the Lens Productions e o produtor Phil Falcone de não cumprirem o acordo que previa 1% de participação nos lucros da franquia. Ela afirma ter recebido apenas cerca de 8.300 dólares em pagamentos esporádicos desde o lançamento da continuação em 2022.
Segundo a atriz, esses valores se tornaram cada vez menores e irregulares com o passar do tempo. Quando tentou esclarecer a situação com os responsáveis pela produção, suas preocupações teriam sido ignoradas. “Quando chegou a hora de pagar o que era devido, os produtores escolheram enganá-la”, declarou seu advogado, Devin McRae.
O processo também alega violações de leis sobre a distribuição de material sexualmente explícito (Epic Pictures)
Cena polêmica e falta de consentimento
O processo também acusa os produtores de violarem leis relacionadas à distribuição de material sexualmente explícito. Corcoran alega que não foi informada de que apareceria completamente nua em uma das cenas, na qual sua personagem é pendurada de cabeça para baixo antes de ser assassinada pelo vilão Art the Clown.
De acordo com regras da SAG-AFTRA, cenas de nudez exigem consentimento prévio, documentado e livre de qualquer tipo de pressão. A organização estabelece que artistas devem ter acesso a todas as informações sobre cenas desse tipo, além de condições seguras no local de trabalho. Corcoran afirma que esse protocolo não foi respeitado durante as filmagens.
A atriz também relatou ter sofrido inchaço craniano e danos no tímpano por causa da posição em que ficou presa pelos tornozelos durante a gravação.
Defesa dos acusados
O advogado do diretor Leone, Larry Zerner, declarou que “Damien e Phil negam as acusações e irão se defender vigorosamente deste processo”. A defesa sustenta que os pagamentos e as condições de trabalho seguiram o combinado.
Enquanto isso, Corcoran sustenta que sua participação foi decisiva para que o projeto saísse do papel, já que aceitou receber parte de sua remuneração apenas com os lucros posteriores, ajudando a viabilizar a produção de baixo orçamento.
Um fenômeno sangrento nos cinemas
A franquia Terrifier ganhou fama por seu gore extremo e cenas gráficas. O segundo filme, lançado em 2022, teve repercussão mundial quando espectadores passaram mal e vomitaram em sessões de cinema. O personagem Art the Clown tornou-se símbolo desse estilo intenso de terror, que gerou debates sobre os limites entre choque artístico e exploração.
O caso agora segue na Justiça, com acusações que envolvem não apenas dinheiro, mas também questões éticas e legais sobre o tratamento de artistas em produções cinematográficas independentes.
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