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Curiosidades

Arábia Saudita compra camelo? 5 países que importam coisas que ninguém imaginaria que precisam

Às vezes, algo que parece abundante em um país pode não ser — ou então pode até ser, mas não estar disponível o ano todo ou do modo ideal. Por isso, a solução mais prática é importar de outros países. Pode parecer irônico (e realmente é), mas o comércio internacional tem dessas. Confira cinco casos curiosos:

1) Arábia Saudita importa camelos da Austrália

<span class=”hidden”>–</span>Divulgação/Divulgação

A imagem dos nômades árabes cruzando o deserto em cima de camelos é coisa do passado: esse meio de transporte foi substituído por carros, trens e aviões. Mas os camelos ainda são apreciados pela carne: centenas de milhares deles são abatidos todo ano durante a peregrinação dos muçulmanos para Meca. Além disso, as corridas de camelo têm ficado mais populares no país.

Tradicionalmente, os sauditas importavam camelos do Norte da África, mas diversos fatores, incluindo doenças, secas e instabilidade política, os levaram a procurar outras fontes. Por isso, hoje o país importa os animais da Austrália, que tem a maior população de camelos do planeta. 

Curiosidade: os camelos são uma espécie invasiva na Austrália, introduzida no século 19 para ajudar os colonizadores a explorarem o interior do país. Hoje, os camelos selvagens se tornaram um problema, pois acabam com a vegetação e destroem infraestrutura em busca de água.

2) Nova Zelândia importa kiwis da Itália

Fotografia da fruta kiwi.
<span class=”hidden”>–</span>George D. Lepp/Getty Images
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Se você leu nosso texto Kiwi: a fruta que precisou mudar de nome para chegar ao Ocidente, sabe que a origem do kiwi é chinesa e que a fruta só ganhou esse nome na Nova Zelândia como estratégia de marketing. Pois bem, a fruta ficou tão popular no país da Oceania que, desde 1998, eles precisam importá-la para cobrir a demanda.

Cerca de um quarto do kiwi consumido na Nova Zelândia vem de fora, a maior parte da Itália. Essas importações acontecem principalmente durante o verão neozelandês, quando o kiwi está fora de época.

3) Brasil importa castanha-do-pará da Bolívia

Muitas castanhas-do-pará descascadas, com a superfície lisa e brilhante, exibindo tons de creme e marrom-avermelhado em padrões irregulares
<span class=”hidden”>–</span>Quadell/Wikimedia Commons

A castanha-do-pará (Bertholletia excelsa), também conhecida como castanha-do-brasil ou castanha-da-Amazônia, é nativa da Floresta Amazônica. Por isso, Brasil, Bolívia e Peru têm produção dessa oleaginosa.

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A Bolívia é quem exporta mais e, apesar de o alimento levar o nome de um estado brasileiro, o Brasil frequentemente lidera o ranking de importações. Os bolivianos estruturaram uma cadeia de coleta e processamento bastante eficiente e barata na floresta, fazendo com que indústrias brasileiras comprem deles para empacotar.

Também é comum que os bolivianos comprem castanha crua e com casca, processem e revendam de volta pro Brasil sem casca. Desde 2010, a Bolívia tem exportado entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões por ano de castanha sem casca para o Brasil.

4) Islândia importa gelo de Noruega, Reino Unido e EUA

Um balde de água com gelo.
<span class=”hidden”>–</span>Aman Krishna / Unsplash/Reprodução

Devido à sua localização remota e seu clima desfavorável, a Islândia depende fortemente da importação de diversos produtos, incluindo petróleo, trigo, vegetais e outros alimentos. O gelo (usado principalmente na conservação de alimentos) acaba sendo mais um produto que fica mais barato de importar do que de produzir nacionalmente.

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Até porque, para o país, faz mais sentido destinar seus recursos e sua eletricidade para indústrias mais lucrativas, como a fundição de alumínio, do que ficar fabricando gelo. Além disso, como o país já tem rotas de comércio bem estabelecidas para tudo aquilo que precisa importar, adicionar o gelo entre os produtos transportados não causa grandes prejuízos financeiros.

5) Os Emirados Árabes Unidos importam areia de Austrália, China e Bélgica

Foto de duas crianças cavando areia.
<span class=”hidden”>–</span>Joshua Gaunt/Unsplash

Não são só os Emirados: a Arábia Saudita também importa muita areia. Em comum, os dois países possuem um setor imobiliário em plena expansão, com projetos faraônicos aparecendo por todo lado. Por isso, precisam de areia. Mas por que importar, se possuem desertos?

É simples: a areia do deserto é ruim para construção. Os grãos são muito finos, lisos e arredondados, deslizando uns sobre os outros em vez de se encaixarem. O resultado é uma fraca aderência ao cimento e menor resistência à compressão. Totalmente inadequado para construir grandes projetos.

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A solução é importar de países como a Austrália. A areia exportada, proveniente de leitos de rios e pedreiras, tem superfícies ásperas e arestas afiadas, as quais criam um encaixe mecânico, aumentando a resistência e a durabilidade.

Só em 2023, os Emirados Árabes Unidos importaram 6 milhões de toneladas de areia, no valor de cerca de US$ 40,6 milhões.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.