Novo “Assassin’s Creed” é um remake oportuno e bem executado
Assassin’s Creed Black Flag, lançado em 2013 para PlayStation 3, Xbox 360 e PC, é considerado um dos melhores títulos da franquia – e foi reconhecido por isso, com 11 milhões de cópias vendidas. Agora, uma década mais tarde, a produtora francesa Ubisoft está lançando um remake do jogo, com gráficos modernizados: Assassin’s Creed Black Flag Resynced, que chega amanhã (9 de julho) para PlayStation 5, Xbox Series e PC.
Ele foi refeito na engine (plataforma de desenvolvimento) Ubisoft Anvil – a mesma usada em Assassin’s Creed Shadows, lançado em 2025. O resultado é visualmente inquestionável: a nova versão do jogo tem gráficos muito bonitos, tanto nos cenários de selva quanto em Havana, Kingston (Jamaica) e Nassau (Bahamas), onde o enredo se passa – você é um pirata que explora a América Central do começo do século 18 em busca de tesouros.
Uma exceção cabe às cutscenes (filminhos que conectam as sequências de ação), que também foram refeitas, mas nem sempre apresentam a mesma excelência visual: algumas ficaram ótimas, mas outras mantiveram um pouco do aspecto de 2013, com animações faciais aquém dos padrões contemporâneos.
Black Flag foi um bom momento para Assassin’s Creed, e o remake preserva suas qualidades. Os mapas são grandes, cheios de coisas para explorar, e o game não direciona o jogador de modo excessivamente óbvio – você tem de procurar um pouco para achar certas coisas. Como é típico da franquia, a ênfase está na furtividade, que é desafiadora na medida certa. Mas os combates corpo-a-corpo, nos momentos em que se tornam inevitáveis, são bons – o protagonista é bem ágil, o que também ajuda a atravessar os cenários.
O jogo também inclui combates navais divertidos, mesmo que não muito elaborados, e um códice bem interessante: um conjunto de textos, desbloqueados ao longo da campanha, que contam a história real do Caribe. O remake traz aproximadamente 6 horas de conteúdo novo, com oito missões adicionais e três novos personagens.

Durante os testes, nos quais usamos uma placa de vídeo RTX 3080 Ti, o game manteve 60 quadros por segundo estáveis na resolução 4K (com upscaling via DLSS, no modo Equilibrado). A RTX 3080 Ti foi lançada há cinco anos, mas ainda é bem potente, com 34,1 teraflops – o triplo da capacidade de processamento gráfico do PS5 e do Xbox Series X.
Assassin’s Creed Black Flag Resynced é um remake oportuno e merecido, que traz um dos melhores jogos da franquia para os padrões gráficos atuais e oferece boa quantidade de conteúdo novo. Vale a pena, com uma ressalva: como é típico da Ubisoft, ele provavelmente entrará em promoção daqui a alguns meses.
Assassin’s Creed Black Flag Resynced será lançado nesta quinta (9) para PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC (Windows). Vai custar R$ 300, tanto nos consoles quanto no PC.
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