Missão Artemis II: o foguete ainda pode decolar se estiver chovendo?
Depois de sucessivos adiamentos, parece que agora – em 1º de abril de 2026 – a missão Artemis II, da Nasa, finalmente vai decolar. O programa é a segunda etapa de um projeto longo que visa levar humanos para a Lua, e, à partir daí, estabelecer uma base que sirva de apoio para futuras missões tripuladas a Marte.
O primeiro passo foi dado com a missão Artemis I, em 2022, que enviou uma cápsula não tripulada para uma órbita lunar.
Agora, a Artemis II fará um sobrevoo da Lua com astronautas a bordo. Ou seja: eles não irão pousar no satélite. Serão dez dias de vôo, e a partida é, sem dúvida, um dos momentos mais delicados.
Até o último momento, a decolagem ainda pode ser adiada ou suspensa por motivos meteorológicos. Segundo a Nasa, os critérios são conservadores, ou seja, são excessivamente precavidos e redundantes para minimizar qualquer tipo de efeito adverso.
O foguete não pode ser lançado se estiver chovendo no local. Eles também vigiam os arredores: em um prazo de meia hora antes do lançamento, não pode haver raios, tempestades, uma nuvem Cumulonimbus em um raio de 16 km.
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Se houver mais de 10% de chance de raios num raio de 37 km da área de lançamento, não adianta nem levar o foguete para a plataforma (um trajeto de aproximadamente 6 km que leva 12 horas).
A mesma coisa vale se houver mais de 5% chance de granizo, se a temperatura estiver abaixo de 4ºC ou acima de 35º, e ainda se a previsão for de vento sustentado superior a 40 nós ou vento máximo superior a 45 nós (aproximadamente 74 e 83 km/h, respectivamente).
Agora, se o foguete já estiver na plataforma, há outros requisitos. Se o tempo estiver muito frio (menos de 5ºC), o foguete não pode ser abastecido. Depois de abastecido, não pode ser lançado se estiver muito quente (acima de 34ºC), e também não pode haver quedas bruscas de temperaturas. Há condições específicas de temperaturas em altas altitudes a serem atendidas também.
Na faixa de 40 a 140 metros de altitude, o vento deve estar entre 53 e 72 km/h (29 a 30 nós) para o lançamento. Há ainda muitas e muitas regras relacionadas à forma, distância e composição de nuvens nos arredores das plataformas de lançamento.
Por fim, o lançamento não pode ocorrer durante períodos de atividade solar severa ou extrema. Isso porque o aumento da densidade de partículas solares energéticas pode danificar circuitos eletrônicos e dificultar ou impossibilitar a comunicação via rádio com o veículo de lançamento.
Segundo um comunicado da Nasa, no dia 30, a previsão apontava condições 80% favoráveis para o lançamento, e as únicas preocupações eram a cobertura de nuvens e ventos fortes.
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