Homem passou 32 anos sozinho em uma ilha porque não queria conversar com ninguém
Mauro Morandi tornou-se conhecido por uma decisão pouco comum: trocar a vida em sociedade por décadas de isolamento voluntário em uma pequena ilha do Mediterrâneo. A escolha aconteceu no fim dos anos 1980, quando ele navegava rumo ao Pacífico e teve problemas no catamarã. A embarcação precisou parar em Budelli, uma das ilhas do arquipélago de La Maddalena, na Sardenha, e o local acabou mudando o rumo de sua história.
Budelli é famosa pelas águas claras e pela Praia Rosa, cujo tom característico vem de fragmentos microscópicos de organismos marinhos. O cenário chamou a atenção de Morandi, mas foi o encontro inesperado com o então guardião da ilha que definiu seu futuro. O responsável pelo local estava prestes a se aposentar, e Morandi soube ali, naquela conversa rápida, que o cargo ficaria vago. Ele decidiu vender o barco e assumir a função.
O novo guardião passou a morar em uma antiga construção militar da Segunda Guerra Mundial, adaptada ao básico para o cotidiano. O espaço era simples, mas atendia às necessidades de quem buscava viver próximo da natureza. Morandi dedicava grande parte do dia ao cuidado dos arredores, retirando resíduos trazidos pela maré, vistoriando trilhas e acompanhando visitantes que chegavam em embarcações turísticas.

Por anos, a rotina seguiu praticamente igual. O clima mediterrânico, com verões quentes e invernos mais amenos, favorecia a permanência no local. Mesmo sem eletricidade convencional ou abastecimento regular, ele organizava tudo de forma artesanal. As compras eram feitas ocasionalmente no continente, e encontros com outras pessoas tornaram-se cada vez mais raros. Ele relatava que o silêncio absoluto havia se tornado parte essencial da vida.
A notoriedade cresceu quando moradores, turistas e pesquisadores começaram a divulgar fotos e relatos sobre o “eremita de Budelli”. Reportagens internacionais ressaltavam o estilo de vida singular, e Morandi concedia entrevistas esporádicas, sempre destacando a tranquilidade da ilha. Em uma dessas conversas, disse: “Eu me acostumei muito ao silêncio. Agora é barulho o tempo todo.”
Com o passar dos anos, a administração do parque nacional responsável pelo arquipélago passou a revisar as condições de permanência do guardião. Em 2021, após longa discussão, as autoridades determinaram que ele deveria deixar o local. Morandi desocupou a ilha e passou a viver em La Maddalena, onde manteve uma rotina discreta, mas em meio a um ambiente bem mais movimentado do que aquele ao qual estava habituado.
A vida de isolamento terminou oficialmente naquele ano, mas sua história continuou a despertar interesse em diferentes países. Mauro Morandi faleceu em 2025, aos 85 anos, deixando para trás uma trajetória marcada por três décadas de convivência quase exclusiva com o mar, a ilha e o próprio silêncio.
Esse Homem passou 32 anos sozinho em uma ilha porque não queria conversar com ninguém foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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