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Curiosidades

Última selfie de caiaquista achada em pen drive após seu desaparecimento enquanto tentava fazer algo que ninguém jamais havia feito

Andrew McAuley já era conhecido entre montanhistas e kayakistas muito antes de seu nome ganhar as manchetes em 2007. Sua trajetória vinha sendo construída aos poucos, sempre com desafios que exigiam resistência física e emocional fora do comum. Esse histórico o levou a tentar algo que ninguém havia conseguido: atravessar o Mar da Tasmânia em um kayak, partindo da Austrália rumo à Nova Zelândia.

A relação de McAuley com aventuras extremas começou anos antes. Alpinista experiente, ele também se apaixonou pelo kayak de mar e passou a buscar rotas cada vez mais difíceis. Entre suas conquistas mais impressionantes estava a travessia do Estreito de Bass em 2003, percorrendo cerca de 218 quilômetros em 25 horas. Mais tarde, encarou também um percurso de 531 quilômetros pelo Golfo de Carpentaria. Cada novo desafio parecia ampliar seu fôlego e sua reputação no mundo esportivo.

O próprio McAuley falava abertamente sobre essa busca por limites. Segundo ele:

“Sempre me atraíram os desafios no limite do possível, primeiro na escalada e no montanhismo, e mais recentemente no kayak de mar”.

Esse espírito o levou a ser eleito Aventurero do Ano em 2005, reconhecimento que consolidou sua posição como um dos atletas de aventura mais ousados da Austrália.

Depois de uma década planejando sua maior travessia, McAuley anunciou em 2006 que tentaria cruzar o Mar da Tasmânia. O desafio era monumental. Outros já tinham tentado e fracassado devido à combinação de águas imprevisíveis, ventos fortes, correntezas violentas e temperaturas baixas. Seu primeiro esforço, em dezembro daquele ano, precisou ser interrompido rapidamente quando ele sofreu hipotermia logo nas primeiras horas.

Mesmo assim, ele voltou ao ponto de partida em 11 de janeiro de 2007 para uma segunda tentativa. Desta vez, escolheu um kayak Mirage adaptado com isolamento térmico e espaço para dormir. Os primeiros dias foram animadores. McAuley enviava atualizações, falava sobre o progresso e registrava suas impressões em vídeos.

Em um desses registros, comentou que estava vivendo uma “excelente, excelente aventura”, mas deixou escapar sinais de preocupação. Em outro momento, refletiu:

“É mais intenso do que eu poderia imaginar. Algumas coisas pequenas estão dando errado, mas ainda me sinto bem… espero chegar lá logo, porque agora só quero que isso termine”.

Conforme se aproximava da Nova Zelândia, o clima mudou. No dia 8 de fevereiro, McAuley enviou um SMS para sua esposa, Vicki, entusiasmado com a chegada iminente:

“Nos vemos no domingo às 9h!”.

Mas tudo piorou rapidamente. Em 9 de fevereiro, ele fez uma chamada repentina de SOS. Inicialmente, acreditou-se que fosse apenas para atualizar o estado do trajeto. No entanto, a Guarda Costeira da Nova Zelândia afirmou mais tarde ter escutado as palavras “ajuda” e “afundando”.

O dia seguinte marcou o início das buscas. A equipe encontrou o kayak praticamente intacto, surpreendentemente bem preservado, mas não havia sinais de McAuley. Recuperaram também a câmera, cuja memória revelava a última foto registrada do aventureiro antes do desaparecimento.

última foto

Alguns especialistas tentaram explicar o que pode ter acontecido. Paul Hewitson, que fabricou o kayak de McAuley, acreditava que ele pode ter virado a embarcação enquanto a cabine estava aberta, impossibilitando o retorno devido ao peso do equipamento.

As buscas foram encerradas em 12 de fevereiro de 2007. O corpo nunca foi encontrado e McAuley é considerado desaparecido, presumivelmente morto. Amigos e familiares realizaram um memorial semanas depois, relembrando sua coragem e sua trajetória esportiva.

Entre suas últimas palavras registradas, ficou uma frase que muitos ainda associam ao episódio:

“Pode ser que eu tenha mordido mais do que posso mastigar”.

Essa foi a despedida involuntária de um dos aventureiros mais determinados de sua geração.

Esse Última selfie de caiaquista achada em pen drive após seu desaparecimento enquanto tentava fazer algo que ninguém jamais havia feito foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.