Uma câmera digital retrô – e colecionável
Com o tempo, tudo fica antigo o suficiente para despertar nostalgia. Depois do vinil e da foto analógica, chegou a hora das câmeras digitais. A Kodak Charmera leva ao limite a proposta retrô: tem uma telinha bem pequena, de 0,8 polegada, e resolução de imagem propositalmente baixa, mísero 1,6 megapixel (dez vezes menos que um smartphone).
Você não consegue ver direito o que está enquadrando, e as fotos ficam com uma cara antiga. A ideia é justamente essa, afinal (se você quiser incrementar o efeito, dá para aplicar sete filtros digitais às imagens). Para transferir as fotos, basta plugar a câmera ao computador via cabo USB.
Além da nostalgia, a Charmera explora outro elemento psicológico do mundo moderno: o colecionismo. Ela tem sete versões diferentes – mas, ao comprar, você não sabe qual vem dentro da caixa. Essa estratégia comercial se chama blind boxes, e foi responsável pela febre dos bonecos chineses Labubu no ano passado.
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A câmera pesa 35 gramas e pode ser usada como chaveiro (já vem com uma correntinha para isso). Ela custa US$ 30; requer um cartão microSD, não incluso. No Brasil, pode ser encontrada em marketplaces como o Mercado Livre, por cerca de R$ 300 – junto a imitações chinesas, mais baratas.
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