Temores de um serial killer no Texas aumentam após mais três corpos serem retirados do mesmo canal
Moradores do Texas acompanham com apreensão uma sequência de resgates de corpos nos canais e córregos que cortam a cidade de Houston. Em 2025, ao menos 34 corpos já foram retirados dessas áreas alagadas, número que praticamente iguala o total registrado ao longo de todo o ano anterior. A repetição dos casos, concentrada sobretudo nos chamados bayous, alimentou especulações nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a possibilidade de um criminoso em série atuando na região.
Somente em uma semana recente, três novos corpos foram encontrados. Dois deles apareceram na segunda-feira, dia 22 de dezembro. Um foi localizado no Buffalo Bayou após um pedestre acionar o serviço de emergência ao notar algo incomum na água. Equipes especializadas do departamento de polícia foram enviadas ao local para a retirada. No mesmo dia, outro corpo foi recuperado no Brays Bayou. Poucos dias depois, na véspera de Natal, um terceiro caso voltou a chamar a atenção no Buffalo Bayou, conforme confirmação oficial das autoridades.
Levantamentos do Instituto Médico Legal do condado de Harris indicam que, desde 2017, pelo menos 198 corpos já foram encontrados nos cursos d’água da cidade. O histórico amplo reforça o debate público, principalmente entre moradores que vivem próximos aos canais e utilizam essas áreas como espaços de lazer ou deslocamento.
Diante da repercussão, o prefeito de Houston, John Whitmire, tratou de afastar a ideia de um assassino em série. Segundo ele, não há qualquer evidência que aponte para esse tipo de crime organizado. Em declaração feita meses antes, o prefeito afirmou: “Nós não temos nenhuma prova de que exista um serial killer solto”. Em seguida, explicou parte do contexto social por trás de muitos desses casos: “O que você acha que acontece quando uma pessoa em situação de rua morre de uma doença, como diabetes ou câncer? Os amigos e conhecidos não a levam a uma funerária. Infelizmente, quando pessoas em situação de rua morrem, muitas vezes acabam no bayou”.
Apesar dessas explicações, a inquietação persiste. Publicações nas redes sociais frequentemente associam o aumento dos achados a uma suposta ameaça criminosa, ampliando o clima de medo. Autoridades policiais, no entanto, reforçam que cada ocorrência é investigada individualmente e que as circunstâncias variam bastante, incluindo acidentes, doenças e afogamentos.
Especialistas em criminologia também se manifestaram para contextualizar os dados. Pesquisas conduzidas por um professor da Texas State University, o criminólogo Kim Rossmo, apontam que o afogamento é um método incomum entre assassinos em série. “Serial killers costumam esfaquear, estrangular ou, em alguns casos, atirar. Afogamento é raro. Se você parar para pensar, é muito difícil matar alguém dessa forma”, explicou. Ele acrescentou que o processo envolve várias etapas e oferece muitas chances de fuga para a vítima.
Para Rossmo, os números indicam outro tipo de problema. “Nós não temos um serial killer, mas temos um problema de afogamentos”, resumiu. A combinação de áreas urbanas cortadas por canais, vulnerabilidade social e riscos ambientais ajuda a explicar por que esses locais acabam sendo palco recorrente de ocorrências fatais.
Enquanto investigações continuam e novos dados são divulgados, o tema segue gerando debates intensos na cidade. Entre explicações oficiais, análises acadêmicas e a percepção cotidiana de quem vive próximo aos bayous, Houston lida com uma realidade complexa, marcada por fatores sociais, urbanos e ambientais que vão muito além das teorias que circulam online.
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