Surto de vírus mortal sem cura leva aeroportos a adotarem medidas no estilo da COVID
O surgimento recente de novos casos do vírus Nipah na Índia reacendeu alertas sanitários em diferentes partes da Ásia. Autoridades de saúde acompanham a situação após a confirmação de infecções no estado de Bengala Ocidental, onde pelo menos cinco pessoas testaram positivo para a doença, considerada uma das mais letais conhecidas atualmente.
O vírus Nipah é classificado como zoonótico, ou seja, pode ser transmitido de animais para humanos. A infecção também pode ocorrer por meio de alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas. De acordo com dados consolidados por organismos internacionais de saúde, a taxa de letalidade varia entre 40% e 75%, e até o momento não existe tratamento específico nem vacina aprovada para humanos ou animais.
Entre os casos confirmados na Índia, dois envolvem profissionais de saúde que trabalhavam em um hospital privado. As duas enfermeiras atuaram juntas em plantões no fim de dezembro e, poucos dias depois, apresentaram sintomas semelhantes. Ambas precisaram ser internadas em unidades de terapia intensiva no início de janeiro, sendo que uma delas permanece em estado crítico, segundo informações repassadas pelas autoridades locais de saúde.
Com a identificação dos casos, equipes médicas iniciaram o rastreamento de contatos. Aproximadamente 100 pessoas passaram a ser monitoradas ou colocadas em isolamento preventivo como parte do protocolo para conter uma possível disseminação do vírus.
Medidas reforçadas em aeroportos asiáticos
Diante do cenário, países como Tailândia, Nepal e Taiwan decidiram intensificar os controles sanitários em aeroportos internacionais. As ações lembram procedimentos adotados durante a pandemia de COVID-19, com foco na triagem de passageiros que chegam de áreas consideradas de risco.
Na Tailândia, o Departamento de Controle de Doenças informou que os postos de controle sanitário foram ativados para monitorar viajantes em pontos estratégicos de entrada no país. Passageiros com febre elevada ou sintomas compatíveis com a infecção passam por avaliações adicionais realizadas por equipes especializadas.
Quando há suspeita clínica, os viajantes são encaminhados para áreas de isolamento e podem ser transferidos para instalações de quarentena, onde permanecem sob observação médica. O objetivo é identificar rapidamente possíveis casos e reduzir o risco de transmissão em ambientes de grande circulação.
Follow these essential precautions to prevent Nipah Virus infection. Stay alert, stay informed, and follow advisories issued by local health authorities.#NipahVirus #PublicHealth #HealthForAll pic.twitter.com/itTuZA18ev
— Ministry of Health (@MoHFW_INDIA) January 22, 2026
Sintomas e evolução da infecção
A infecção pelo vírus Nipah pode se manifestar de formas muito diferentes. Em alguns casos, a pessoa não apresenta sintomas. Em outros, o quadro evolui rapidamente para complicações graves. Os sinais iniciais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta.
Com a progressão da doença, podem surgir tontura, sonolência, confusão mental e alterações neurológicas que indicam inflamação aguda do cérebro. Há registros de pacientes que desenvolvem pneumonia atípica e insuficiência respiratória grave.
Nos quadros mais severos, a encefalite pode evoluir para convulsões e coma em um intervalo de 24 a 48 horas. Essa rapidez na evolução é um dos fatores que tornam o vírus Nipah especialmente preocupante para autoridades de saúde em todo o mundo.
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