Review Ford Territory 2026: SUV evolui à espera da versão híbrida
O Ford Territory não figura na lista dos 10 SUVs mais vendidos do Brasil, mas tem atributos suficientes para entrar no seleto ranking. Após passar um tempo de posse da versão Titanium, a reportagem do CT Auto comprovou a evolução do modelo que, embora (ainda) não tenha uma versão híbrida no portfólio, está cada vez melhor.
- 5 carros que a Ford deve lançar no Brasil em 2026
- Quanto custariam os carros antigos da Ford hoje, com a inflação?
Dotado do motor 1.5 Turbo Ecoboost, que entrega 169 cv de potência e 25,5 kgf/m de torque, o Ford Titanium 2026 não tem a pretensão de disputar espaço com os mais potentes da categoria. Isso não significa, no entanto, que ele seja “manco” no que diz respeito ao desempenho.
O Territory tem números modestos na aceleração de 0 a 100 km/h (10,3 segundos), mas é esperto nas retomadas, sem o tradicional delay que alguns carros turbo apresentam, e conta ainda com outros atrativos, como bom nível de acabamento, ótimo espaço interno e, claro, muita tecnologia.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
Confira, então, um review completo com tudo o que o Ford Territory 2026 tem a oferecer enquanto a versão híbrida do SUV norte-americano não é lançada.

Prós
- Espaço interno
- Novo visual
- Suspensão recalibrada
- Pacote de segurança
Contras
- Consumo elevado
- Preço
Tecnologia, conectividade e segurança
Um dos pontos fortes do Ford Territory 2026 para seguir na briga com os rivais é a tríade formada por tecnologia, conectividade e segurança. O SUV da marca norte-americana, que é vendido em versão única no Brasil, tem um pacote recheado de recursos.
Em termos de tecnologia e conectividade, vale citar o espelhamento quase que imediato da central multimídia de 12,3” com smartphones, sejam eles Android ou iOS. Há também carregador de celular wireless no console que é bastante rápido para reconhecer o telefone.

A lista conta ainda com seletor de marchas rotativo, faróis full-led, teto solar panorâmico, bancos dianteiros com ajuste elétrico (10 posições para o motorista e 4 para o passageiro), aquecimento e ventilação para os assentos dianteiros, ar-condicionado digital de duas zonas e muito mais.
Em relação à segurança, o Territory 2026 oferece, de série, piloto automático adaptativo, alerta de colisão frontal com frenagem de emergência (que não é tão intrusiva quanto de alguns carros chineses), alerta de ponto cego, alerta de tráfego cruzado, seis airbags, câmera 360º e assistência de permanência em faixa, outro item bastante útil quando age de maneira ponderada, como no caso do SUV norte-americano.

“O Ford Territory 2026 é bem equipado e tem excelente nível de acabamento, mas preço joga contra na briga com chineses”
Como anda o Ford Territory 2026?
O conjunto mecânico do Ford Territory 2026 não mudou em relação ao que equipa a linha anterior do SUV. Ele segue formado pelo motor 1.5 Turbo Ecoboost, movido exclusivamente a gasolina, que entrega 169 cv de potência e tem 25,5 kgf/m de torque. Houve, porém, uma recalibração por parte do time de engenharia da marca.
Para atender às exigências do Proconve L8, a linha 2026 do Territory, que ainda não conta com motorização híbrida, sofreu pequenos ajustes que, embora não tenham mexido nos números de potência ou torque, comprometeram um pouco o desempenho do SUV.

O Territory anda bem, não tem o delay que acompanha muitos modelos com motor turbo e segue esperto nas retomadas, mas, como antecipamos no início do review, não faz frente aos modelos que têm foco maior em desempenho. Prova disso é que o 0 a 100 km/h é completado em longos 10,3 segundos, de acordo com os números oficiais da marca.
O comportamento dinâmico, porém, é excelente. O trabalho de engenharia para recalibrar a suspensão foi um gol de placa da Ford, pois deixou o SUV completamente ajustado às exigências das irregulares ruas brasileiras, entregando conforto e segurança na medida certa.

A parte negativa da experiência ao volante ficou por conta do consumo, que acabou se mostrando um pouco elevado. Segundo o Inmetro, o Territory 2026 pode rodar até 8,8 km/l em perímetro urbano e alcançar 11,2 km/l em rodovias. Com o CT Auto ao volante, em percurso misto, a média ficou em torno de 7,5 km/l, bem abaixo dos números oficiais.

+22
Concorrentes
Os principais concorrentes do Ford Territory são Jeep Compass, Toyota Corolla Cross, a versão HEV do GWM Haval H6 e o BYD Song Pro, que é um híbrido plug-in.
Enquanto o Territory custa R$ 219.900,00, mesmo sem motorização híbrida, as versões do Compass partem de R$ 174.990,00 e as do Corolla Cross, eletrificadas, são R$ 10 mais em conta que o SUV da Ford.
Se a briga for restrita aos híbridos chineses, o Territory é R$ 3,1 mil mais barato que o GWM Haval H6 HEV2, mas supera, em muito, o valor do BYD Song Pro, que em março de 2026 custa a partir de R$ 199.990,00.

“Territory 2026 ficou mais bonito, tem bom pacote de acessórios e anda bem, mas consumo elevado incomodou.”
Ford Territory 2026: vale a pena comprar?
Depois de analisar os principais pontos do Ford Territory 2026 e colocar o SUV norte-americano na balança diante dos principais concorrentes, a resposta para quem pergunta se vale a pena comprar o modelo é um enorme “depende”.
Como o CT Auto mostrou nesse review, o Territory tem, sim, atributos que podem te convencer a levá-lo para casa, mas a falta de uma opção híbrida no portfólio pode pesar na avaliação, especialmente quando o preço é comparado aos rivais chineses.
A decisão final, porém, é sempre sua, canaltecher, e a opção por não esperar pela versão híbrida do Territory, prevista para chegar ainda em 2026, não pode ser considerada errada. Afinal, o SUV vai entregar estilo, sofisticação e tecnologia, qualidades que um cliente deste segmento não pode jamais abrir mão.

* A unidade do Ford Territory avaliada nesse review foi gentilmente emprestada ao Canaltech pela Ford do Brasil.
Leia a matéria no Canaltech.
O que achou dessa notícia? Deixe um comentário abaixo e/ou compartilhe em suas redes sociais. Assim conseguiremos informar mais pessoas sobre as curiosidades do mundo!
Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original

