Qual a diferença de água-viva para caravela-portuguesa?
Elas são flutuantes, têm corpo gelatinoso e possuem tentáculos venenosos capazes de produzir uma dor insuportável em suas vítimas. Porém, não são a mesma criatura! Biologicamente falando, embora sejam do filo dos cnidários, a água-viva e a caravela-portuguesa são organismos muito diferentes.
As águas-vivas pertencem ao subfilo Medusozoa e a maior parte é da classe Scyphozoa (embora existam outras classes com formas semelhantes). Elas:
- Não são peixes (apesar do nome popular em inglês jellyfish, algo como “peixe gelatinoso”), e sim parte do zooplâncton marinho;
- Possuem corpo em forma de sino (a parte de cima, que se parece um guarda-chuva, é chamada de umbrella e pode até ser comida);
- Têm tamanhos que variam muito: de 2,5 cm a cerca de 2 metros, com tentáculos chegando até a 30,5 metros de comprimento;
- Apresentam tentáculos com células urticantes chamadas cnidócitos, usadas para capturar presas e se defender;
- Apresentam sistema nervoso simples, mas sem cérebro;
- Possuem capacidade limitada de nadar por contrações do corpo (seu principal movimento é pelo arrasto das correntes);
- São organismos únicos, ou seja, cada água-viva é um indivíduo completo e singular.
O vídeo abaixo mostra águas-vivas, e a legenda pode ser traduzida automaticamente para português nas configurações do player.
Já a caravela-portuguesa (Physalia physalis) não é uma água-viva: ela é um sifonóforo, ou seja, uma colônia de vários organismos especializados que vivem unidos e funcionam como se fossem um único animal. Elas:
- Não nadam, apenas flutuam e derivam;
- Possuem um flutuador cheio de gás, azul-arroxeado, que fica sempre na superfície do mar;
- Esse flutuador tem uma crista que funciona como uma “vela”, permitindo que o vento guie o animal;
- Possuem tentáculos com veneno potente e que têm de 10 a 30 metros de comprimento em média, mas podem chegar a 50;
- Se dividem em partes, sendo que cada parte da colônia tem uma função (alimentação, reprodução, captura de presas etc.).
O vídeo abaixo mostra caravelas-portuguesas, e a legenda pode ser traduzida automaticamente para português nas configurações do player.
A caravela-portuguesa costuma causar acidentes mais dolorosos e potencialmente mais graves do que a maioria das águas-vivas por três razões principais: tentáculos muito mais longos, grande quantidade de células venenosas e um veneno relativamente potente. Cada um de seus tentáculos é coberto por milhões de cnidócitos, que contêm nematocistos, os quais disparam microagulhas com veneno quando entram em contato com a pele. Além de muita dor, esse veneno pode causar náusea, espasmos musculares, dificuldade respiratória e até problemas cardíacos.
O importante é saber que nenhum dos dois animais é seguro: ao avistá-los, saia da água e mantenha distância. Não interaja nem mesmo com fragmentos dos animais que estejam na areia, pois estes ainda podem gerar descarga de nematocistos. Caso seja atingido pelos tentáculos, lave o ferimento com água do mar (não use água doce) e procure ajuda de um salva-vidas. Qualquer sintoma de reação alérgica (dificuldade respiratória, urticária, dores no peito) requer atenção médica imediata.
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