Principais pontos das 3 milhões de páginas dos arquivos de Epstein recém-divulgadas, onde Bill Gates, Elon Musk e Trump estão envolvidos
Na sexta-feira, 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou um novo e volumoso conjunto de arquivos ligados ao caso de Jeffrey Epstein. O material reúne cerca de três milhões de documentos, além de aproximadamente 180 mil imagens e dois mil vídeos. A publicação ocorreu semanas depois de o próprio departamento não cumprir o prazo inicialmente estipulado para tornar todo o acervo público.
A nova liberação reacendeu debates antigos e abriu outros novos. Entre os documentos, aparecem nomes de figuras públicas conhecidas, incluindo o presidente Donald Trump, o empresário Elon Musk, o cofundador da Microsoft Bill Gates e Andrew Mountbatten-Windsor, anteriormente conhecido como príncipe Andrew. A presença de um nome nos arquivos, no entanto, não significa automaticamente envolvimento em crimes ou comprovação de irregularidades.
Segundo o Departamento de Justiça, o processo de revisão foi extenso e criterioso. O vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou que a divulgação representa o encerramento de um trabalho amplo de identificação e análise documental, com o objetivo de garantir transparência e cumprir exigências legais. Ainda assim, parlamentares do Partido Democrata contestaram a versão oficial e alegaram que uma parcela significativa do material permanece sob sigilo.
A nova versão contém três milhões de documentos
O deputado Robert Garcia declarou publicamente que cerca de metade dos arquivos não teria sido divulgada. Para ele, a postura do governo indica retenção deliberada de informações sensíveis. O parlamentar afirmou que o comitê de fiscalização do Congresso emitiu uma intimação para que Pam Bondi libere todo o conteúdo aos congressistas, garantindo ao mesmo tempo a proteção das vítimas envolvidas.
Trocas de e-mails envolvendo Elon Musk
Entre os documentos que mais chamaram atenção estão mensagens eletrônicas atribuídas a trocas entre Epstein e Elon Musk. Um dos registros indica que, em dezembro de 2013, Musk teria escrito perguntando se haveria um bom momento para visitar Little Saint James, a ilha de Epstein. A mensagem menciona que ele estaria na região do Caribe durante as festas de fim de ano.
Epstein respondeu sugerindo datas entre os dias 1º e 8 de janeiro e afirmou que sempre haveria espaço para recebê-lo. Em outro trecho, Epstein escreveu que poderia buscá-lo pessoalmente, demonstrando interesse no encontro. Dias depois, porém, o próprio Epstein teria cancelado a possibilidade, alegando compromissos em Nova York e expressando frustração por não conseguirem passar tempo juntos.
Os arquivos continham e-mails entre Epstein e Musk
Há também mensagens datadas de novembro de 2012, nas quais Epstein perguntou quantas pessoas viajariam de helicóptero até a ilha. Musk respondeu que provavelmente iria apenas com Talulah, questionando qual seria o dia ou a noite com a festa mais intensa. Em seguida, comentou que buscava experiências mais agitadas em lugares como St. Barths, pois um ambiente tranquilo em uma ilha não correspondia ao que ele desejava naquele momento.
Epstein respondeu dizendo que entendia e que o equilíbrio de pessoas em sua ilha poderia deixar Talulah desconfortável. Musk rebateu afirmando que isso não seria um problema para ela. Os documentos não esclarecem se essas visitas chegaram a acontecer ou se ficaram apenas nas conversas registradas por e-mail.
Após a divulgação dos arquivos, Musk se manifestou publicamente. Ele declarou que sempre defendeu a liberação total dos documentos relacionados a Epstein e que teve contato mínimo com ele. Segundo Musk, convites para visitar a ilha ou utilizar o avião conhecido como Lolita Express teriam sido recusados. Ele afirmou ainda que reconhecia o risco de algumas mensagens serem interpretadas fora de contexto, mas que sua principal preocupação era a responsabilização criminal de quem realmente cometeu abusos, especialmente crimes envolvendo exploração de menores.
Alegações envolvendo Bill Gates
Outro ponto polêmico da nova leva de documentos envolve acusações feitas por Epstein contra Bill Gates. Em um memorando escrito pelo próprio Epstein e endereçado a si mesmo, ele alegou que Gates teria contraído uma doença sexualmente transmissível após relações com mulheres russas. O texto afirma ainda que Gates teria pedido antibióticos para entregar de forma discreta à então esposa, Melinda.
Um e-mail datado de 18 de julho de 2013 traz afirmações ainda mais explícitas. Nele, Epstein escreve que teria sido solicitado a apagar mensagens relacionadas a uma suposta DST, ao pedido de medicamentos e até a descrições íntimas. Em outro e-mail, enviado cerca de uma hora antes, Epstein sugere que estaria se afastando da Fundação Bill & Melinda Gates, listando episódios que incluiriam pedidos de drogas, facilitação de encontros extraconjugais e fornecimento de medicamentos para torneios de bridge.
A reação do entorno de Gates foi imediata. Um porta-voz negou categoricamente as alegações, classificando-as como absurdas e completamente falsas. Segundo a defesa, os documentos apenas demonstrariam frustração de Epstein por não manter uma relação contínua com Gates e mostrariam até onde ele estaria disposto a ir para difamar outras pessoas.
Imagens e mensagens ligadas a Andrew Mountbatten-Windsor
Andrew foi fotografado de quatro (Departamento de Justiça)
Os arquivos divulgados também incluem fotografias que envolvem Andrew Mountbatten-Windsor. Em uma das imagens, ele aparece ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão. Em outra, surge olhando para fora do enquadramento enquanto toca o abdômen da mesma mulher. As fotos foram tornadas públicas junto com outros documentos relacionados ao seu nome.
Além das imagens, há registros de mensagens em que Epstein teria organizado um jantar para Andrew com uma mulher russa de 26 anos. Em uma das conversas, Andrew pergunta se haveria mais informações úteis sobre ela e questiona o que já teria sido dito a seu respeito, além de confirmar se seu endereço de e-mail havia sido compartilhado.
Epstein respondeu descrevendo a mulher como jovem, russa, inteligente, bonita e confiável, confirmando que ela possuía o contato de Andrew. A troca de mensagens segue com um tom informal, sem indicar desdobramentos concretos além do planejamento inicial do encontro.
Menções a Donald Trump nos arquivos
O nome de Donald Trump também aparece na nova liberação, incluído em uma lista de alegações compiladas pelo Federal Bureau of Investigation. De acordo com reportagens da BBC, muitas dessas acusações não apresentam provas e permanecem sem verificação independente.
Tanto a Casa Branca quanto o Departamento de Justiça destacaram um esclarecimento divulgado junto aos documentos. O texto afirma que algumas das alegações contra Trump seriam falsas e sensacionalistas, tendo sido enviadas ao FBI pouco antes da eleição presidencial de 2020. O departamento declarou que essas acusações são infundadas e que, caso houvesse qualquer indício de credibilidade, já teriam sido amplamente exploradas em disputas políticas anteriores.
A divulgação dos arquivos, apesar de extensa, não encerrou o debate público. Questionamentos sobre a totalidade do material, a proteção às vítimas e a responsabilidade de figuras citadas continuam a gerar reações no meio político, jurídico e na opinião pública, mantendo o caso Epstein como um dos mais controversos e acompanhados dos últimos anos.
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