Por que os sapos não conseguem engolir com os olhos abertos?
A resposta curta é: porque eles usam os próprios olhos para engolir!
Diferentemente de muitos animais, os sapos não possuem órbitas ósseas – aquelas estruturas rígidas que sustentam os olhos na maioria dos vertebrados. Em vez disso, há apenas uma fina membrana flexível separando os olhos do teto da boca.
Essa membrana é forte o suficiente para manter os olhos do anfíbio no lugar, mas flexível o suficiente para se curvar para dentro da cavidade oral quando necessário. Quando o sapo fecha as pálpebras durante a deglutição, os globos oculares afundam na cavidade bucal, exercendo uma pressão suave sobre o teto da boca e a parte posterior da língua. Essa retração dos olhos ajuda a empurrar o alimento em direção à faringe e ao esôfago.
Um dos motivos que explicam essa adaptação evolutiva é que a língua dos sapos é muito grudenta. Essa característica é bastante útil na hora de capturar presas na natureza (como insetos, por exemplo), mas não tanto na hora de digerir o lanche. Por isso, retrair os olhos e mover a língua um pouco ajuda a “raspar” a comida.
Inclusive, alguns sapos possuem dentes, mas não os usam para mastigar: eles servem apenas para segurar a presa na boca até o animal conseguir engolir.
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Esse comportamento dos sapos foi sugerido pela primeira vez no comecinho do século 20, mas só foi provado definitivamente em 2004, quase 100 anos depois, por um estudo da Universidade de Massachussets. O pesquisador Robert Levine e sua equipe também descobriram que, quando os sapos eram impedidos de retrair os olhos, eles precisavam de 74% mais engolidas para consumir completamente sua refeição — no experimento, a média para mandar um grilo para o esôfago subiu de cerca de 2,3 engolidas para 4.
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