O Reino Unido tem uma medalha de honra apenas para animais heroicos; conheça os vencedores
Quando não estão bebendo água da privada, tirando sarro de turistas no zoológico ou se recusando a procriar (estamos olhando pra vocês, pandas), os animais são realmente capazes de coisas fantásticas. Em 1943, o Reino Unido inaugurou a Medalha Dickin, uma honraria concedida apenas para animais que realizam algo excepcional nos setores militar ou de segurança.
O prêmio foi criado por Maria Dickin, fundadora do PDSA (People’s Dispensary for Sick Animals), uma instituição de caridade que oferece serviços veterinários gratuitos no país. Era época de 2a Guerra Mundial e os animais estavam sendo amplamente usados no conflito (pombos-correio, cães farejadores, etc.). Dickin queria uma forma de reconhecer esse esforço — como não era possível condecorar os animais com as honrarias militares existentes, reservadas a humanos, criar uma medalha própria foi a solução.
A medalha tem a inscrição “For Gallantry / We Also Serve” (“Pela Bravura / Nós Também Servimos”). Até hoje, mais de 70 animais já receberam a distinção. Confira alguns dos mais notáveis:
Winkie – pomba, 1943
Foi a primeira receptora da Medalha Dickin. Em 1942, sobreviveu ao naufrágio de um bombardeiro da Força Aérea Real do Reino Unido no Mar do Norte e voou sozinha de volta à base, permitindo o resgate da tripulação.
Beauty – fox terrier, 1945
Considerada o primeiro cão de resgate do mundo, ela acompanhava seu dono durante as missões de resgate após os bombardeios da 2ª Guerra. Por iniciativa própria, começou a escavar escombros e encontrar sobreviventes, tornando-se membro oficial da equipe de resgate.
Simon – gato, 1949
É o único gato condecorado. Serviu a bordo do HMS Amethyst durante a Guerra Civil Chinesa. Após o navio sofrer pesado bombardeio e ficar encalhado por mais de 10 semanas, Simon, apesar de ferido, controlou uma grave infestação de ratos que ameaçava os mantimentos e a saúde da tripulação.
Gander – cão, 2000 (postumamente)
Serviu com o Royal Rifles (regimento de fuzileiros do Canadá) em 1941, durante a 2a Guerra, e deteve avanços inimigos em múltiplas ocasiões. Em seu ato final, pegou uma granada viva e a carregou para longe de soldados feridos, salvando vidas ao custo da própria.
Reckless – égua, 2016 (postumamente)
Durante a Guerra da Coreia, transportou munição por terrenos perigosos para o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Em março de 1953, completou 51 viagens em um único dia sob fogo inimigo, entregando suprimentos e evacuando soldados feridos.
Rob – cão, 1945
Este collie fez mais de 20 saltos de paraquedas durante a 2ª Guerra Mundial com o SAS britânico na Itália e na Campanha do Norte da África. Sua presença foi creditada por manter os soldados a salvo de descoberta atrás das linhas inimigas.
Mali – cão, 2017
Um pastor belga malinois que trabalhou com o Serviço Especial de Barcos (Special Boat Service) no Afeganistão em 2012. Durante um ataque de 8 horas contra uma posição talibã, o cão indicou a localização de combatentes inimigos, apesar de ter sido ferido três vezes por explosões de granadas.
Apollo – cão, 2002
Cão da Polícia de Nova York, este pastor alemão chegou ao World Trade Center 15 minutos após os ataques de 11 de setembro e recebeu a medalha como forma de homenagear todos os cães de busca e resgate que atuaram no local.
Sam – cão, 2003
Este pastor alemão derrubou um homem armado e conteve manifestantes enquanto servia na Bósnia e Herzegovina em abril de 1998. Fez parte do Corpo Veterinário do Exército Real canadense.
Theo – cão, 2012 (postumamente)
Serviu no Afeganistão como cão de busca de armas e explosivos. Seu condutor, o cabo Liam Tasker, foi morto em combate em março de 2011 e Theo sofreu uma convulsão fatal poucas horas depois. A mãe do cabo disse ter certeza de que Theo morreu de coração partido.
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