O que significa dormir com a coberta mesmo no calor, segundo a psicologia?
Dormir coberto mesmo quando a temperatura está alta é um comportamento muito mais comum do que parece. Embora pareça contraditório, diversas linhas da psicologia explicam por que tantas pessoas mantêm esse hábito, mesmo suando no meio da noite. A sensação não está ligada apenas ao clima, mas também a fatores emocionais, sociais e ao modo como o cérebro regula a segurança durante o sono.
Para muitas pessoas, a coberta funciona como uma espécie de “barreira simbólica”. O simples fato de sentir algo sobre o corpo cria uma percepção de proteção que ajuda o cérebro a relaxar. A psicologia associa isso a um mecanismo de conforto profundamente enraizado na infância. O cobertor se comporta como um objeto de transição, oferecendo segurança emocional e facilitando a passagem do estado de alerta para o repouso.
Adultos carregam esse padrão sem perceber.
Outro ponto importante está relacionado à sensação de estabilidade. A pressão suave da coberta, mesmo quando fina, ativa receptores táteis que reduzem a agitação interna. Esse processo, conhecido como estímulo proprioceptivo, ajuda a diminuir a frequência cardíaca e a regular emoções. É a mesma lógica das mantas de peso usadas em terapias para ansiedade e insônia, mas em escala menor. Muitos psicólogos afirmam que essa leve pressão ajuda o corpo a interpretar o ambiente como seguro, permitindo que o descanso seja mais profundo.
O hábito também envolve condicionamento. Ao longo da vida, grande parte das pessoas aprende a associar o ato de se cobrir ao início do sono. Assim, mesmo em noites abafadas, a mente entende que ser coberto é uma etapa essencial da rotina noturna. Sem a coberta, o corpo interpreta que algo está faltando, dificultando o relaxamento total.

Há ainda o papel da regulação térmica. Durante o sono, a temperatura corporal sofre variações naturais. O corpo pode sentir necessidade de um mínimo de isolamento para evitar quedas bruscas de calor ao longo da madrugada. Por isso, mesmo quem dorme com ventilador ou ar-condicionado costuma colocar uma parte do corpo sob o cobertor, como uma perna ou o tronco. A combinação de frescor no ambiente e proteção leve sobre o corpo traz uma sensação de equilíbrio que favorece o descanso.
A psicologia também destaca fatores emocionais, especialmente entre pessoas ansiosas. O cobertor cria um microambiente controlado que reduz a sensação de vulnerabilidade. Ele bloqueia parcialmente estímulos visuais, ajuda a diminuir a hiperatenção ao ambiente e cria um espaço onde o cérebro entende que pode baixar a guarda. Para quem vive em constante estado de alerta, essa pequena camada adiciona previsibilidade e conforto.
Em resumo, a preferência por dormir coberto não está ligada apenas ao calor ou ao frio, mas a um conjunto de respostas emocionais, sensoriais e comportamentais que se combinam para tornar o sono mais fácil, seguro e agradável para o cérebro humano.
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