O que Bad Bunny entregou a um menino durante o show do intervalo do Super Bowl enquanto fãs elogiam o gesto
O intervalo do Super Bowl LX entrou para a história antes mesmo de começar. Pela primeira vez, o maior evento da NFL recebeu um show inteiramente em espanhol, liderado por Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio. A apresentação teve cerca de 15 minutos e foi pensada para ir além da música, incorporando referências culturais, símbolos visuais e mensagens cuidadosamente posicionadas.
O palco montado no Levi’s Stadium, em San Francisco, foi transformado em um cenário inspirado nos canaviais de Porto Rico. Vestido inteiramente de branco, Bad Bunny percorreu o espaço enquanto cantava seus maiores sucessos, cercado por dançarinos e elementos que remetiam às origens caribenhas do artista. Durante o percurso, ele passou por figuras conhecidas do público, como Cardi B e Pedro Pascal, além de contar com a participação surpresa de Lady Gaga, o que ampliou ainda mais a atenção em torno do espetáculo.
A apresentação de Bad Bunny no intervalo foi elaborada e trouxe um pedacinho de Porto Rico para o Super Bowl.
Um gesto pequeno que chamou atenção
Entre os momentos mais comentados da noite esteve uma cena breve, quase fácil de passar despercebida. Em determinado ponto da apresentação, Bad Bunny se aproximou de um menino e entregou a ele um prêmio Grammy. O gesto foi interpretado de diferentes formas. Para alguns, simbolizava a trajetória do artista e seus múltiplos prêmios como inspiração para novas gerações.
Outros espectadores associaram a cena a um contexto político recente. Nas redes sociais, surgiram interpretações de que o menino poderia representar Liam Ramos, uma criança de cinco anos que ganhou destaque após ser detida com o pai por agentes de imigração nos Estados Unidos enquanto voltava da escola, em Minnesota. Essa leitura ganhou força porque o restante do show demonstrava apoio explícito à comunidade latina e aos falantes de espanhol em um período marcado por políticas migratórias mais rígidas.
Dias depois, o ator mirim Lincoln Fox esclareceu que interpretava uma versão infantil do próprio Bad Bunny. Em uma publicação, ele afirmou que aquele dia ficaria marcado para sempre e que participar do espetáculo foi uma grande honra. Ainda assim, o episódio continuou sendo visto como parte de uma narrativa maior construída ao longo do show.
Bad Bunny encerrou sua apresentação com uma forte declaração sobre o amor.
Mensagens espalhadas pelo palco e pelo estádio
O gesto com o menino não foi o único símbolo presente. Em outro momento, Bad Bunny apareceu diante das câmeras segurando uma bola de futebol americano com a frase juntos somos a América escrita de forma clara. A mensagem surgiu enquanto o cenário dos canaviais ficava para trás, reforçando a ideia de união e pertencimento.
Pouco antes do início do segundo tempo da partida entre New England Patriots e Seattle Seahawks, fogos iluminaram o estádio e um painel exibiu a frase a única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. A escolha dialogava com declarações feitas pelo artista poucos dias antes, durante uma cerimônia do Grammy, quando ele afirmou que pessoas latinas não são selvagens, nem animais, nem alienígenas, mas seres humanos e americanos.
No encerramento do show, a mensagem foi reforçada de forma direta, destacando que o ódio se fortalece quando recebe mais ódio em resposta, enquanto o amor atua como força oposta.
Apesar da recepção positiva de grande parte do público, a apresentação também gerou críticas. Donald Trump classificou o show como ofensivo e declarou que a performance seria um ataque à grandeza dos Estados Unidos. Ele também afirmou que ninguém entenderia o que estava sendo cantado, mesmo em um país com dezenas de milhões de falantes de espanhol.
A reação contrastou com a proposta do espetáculo, que colocou a língua espanhola, a cultura latina e mensagens de inclusão no centro do evento esportivo mais assistido do país.
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