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Curiosidades

O buraco azul mais profundo do mundo foi encontrado, e cientistas não fazem ideia do que existe no fundo

A costa da Península de Yucatán abriga uma das formações submersas mais intrigantes já identificadas pela ciência. A poucos quilômetros do litoral, um enorme buraco azul desafia medições, tecnologia e expectativas de pesquisadores que tentam compreender sua real profundidade e origem geológica. Mesmo após décadas de estudos, o fundo dessa estrutura continua fora de alcance, alimentando o interesse de oceanógrafos, geólogos e biólogos marinhos.

Conhecido como Taam Ja’, expressão da língua maia que pode ser traduzida como água profunda, o local foi identificado há pouco mais de 20 anos por um mergulhador da região. À primeira vista, a abertura quase não chama atenção na superfície do mar, já que a visibilidade é baixa e não há sinais claros do que se esconde abaixo. Somente com equipamentos especializados foi possível confirmar que se trata do buraco azul mais profundo já registrado.

Um abismo que desafia medições

Mergulhadores tentaram descobrir mais sobre o buraco azul.

Mergulhadores tentaram descobrir mais sobre o buraco azul.

Em 2021, equipes científicas utilizaram um ecobatímetro, aparelho que emite ondas sonoras para calcular profundidades, mas os resultados indicaram cerca de 275 metros. A marca parecia impressionante, mas não definitiva. Dois anos depois, uma nova expedição empregou sensores mais avançados, incluindo um perfilador CTD, capaz de medir condutividade, temperatura e pressão da água. Com base na pressão registrada, os pesquisadores chegaram a pelo menos 420 metros de profundidade.

Mesmo assim, não foi possível afirmar que esse valor represente o fundo real do buraco. Os instrumentos alcançaram limites operacionais, e a leitura terminou antes de qualquer confirmação visual ou física do ponto final da cavidade. Esse detalhe mantém Taam Ja’ como um dos poucos ambientes marinhos conhecidos cuja profundidade exata segue indefinida.

Formação, vida e condições extremas

Buracos azuis são cavernas naturais com paredes quase verticais, formadas principalmente em regiões costeiras onde o solo é composto por rochas mais macias, como calcário. Com o passar de milhares de anos, a ação da água dissolve o material, provocando colapsos e criando aberturas profundas no leito marinho. A maioria dessas estruturas possui apenas algumas dezenas de metros, embora muitas estejam conectadas a sistemas complexos de cavernas submersas.

Os cientistas não têm certeza da profundidade exata de Taam Ja.

Os cientistas não têm certeza da profundidade exata de Taam Ja.

No caso de Taam Ja’, as condições internas são particularmente hostis. A circulação da água é mínima, as correntes oceânicas praticamente não alcançam as áreas mais profundas e os níveis de oxigênio caem drasticamente com a profundidade. Isso limita a vida quase exclusivamente a microrganismos adaptados a ambientes extremos, tornando o local valioso para estudos sobre ecossistemas pouco conhecidos.

Embora seja o mais profundo já identificado, Taam Ja’ não é o único buraco azul famoso. Um dos exemplos mais conhecidos fica no Caribe, o Grande Buraco Azul, em Belize, explorado em 2018 por Richard Branson e Fabien Cousteau, neto de Jacques Cousteau. Na descida, eles relataram a presença de uma camada de sulfeto de hidrogênio por volta de 91 metros, abaixo da qual a água se tornava escura e praticamente sem vida visível.

Durante essa exploração, foram encontrados objetos deixados por humanos, como lixo plástico e até uma câmera perdida anos antes, além de restos mortais atribuídos a mergulhadores desaparecidos em expedições anteriores. Branson explicou que essas cavernas se formaram quando o local ainda era terra firme e que a elevação rápida do nível do mar, após o fim da última era glacial, inundou essas estruturas, deixando marcas visíveis na rocha que indicam a antiga linha da superfície terrestre.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.