Momento assustador em que um drone subaquático lançado até o fundo do Grande Buraco Azul registra imagens que vão “aterrorizar o mundo”
No meio do Mar do Caribe, afastado cerca de 97 quilômetros da costa, existe uma formação natural que chama atenção pela aparência quase perfeita. O Grande Buraco Azul, localizado próximo a Belize, parece um enorme círculo azul-escuro esculpido no oceano. Visto de cima, lembra uma joia incrustada no recife Lighthouse Reef. Observado de perto, revela uma história muito mais complexa.
A origem dessa cavidade remonta à última Era do Gelo. Naquele período, o nível do mar era bem mais baixo, e a região abrigava um sistema de cavernas de calcário totalmente seco. Com o passar dos milênios e o aumento do nível dos oceanos, essas cavernas foram inundadas. O teto acabou cedendo, dando origem ao enorme buraco circular que hoje possui cerca de 318 metros de diâmetro e profundidade estimada em 124 metros.
O tubarão não era tão amigável assim afinal (YouTube/Will Mitchell)
Com o tempo, o local passou a atrair mergulhadores experientes e pesquisadores. A fama, porém, não veio apenas pela beleza. Restos mortais de duas pessoas já foram encontrados ali, além de câmeras do tipo GoPro e lixo plástico. Esses achados ajudaram a construir a reputação do lugar como um dos pontos de mergulho mais desafiadores e temidos do planeta.
A curiosidade em torno do que existe no fundo levou exploradores a usar tecnologia para chegar onde o ser humano não consegue ir com segurança. Um dos episódios mais comentados envolveu o youtuber Will Mitchell, que decidiu descer um drone subaquático carregado de pesos diretamente até o fundo. As primeiras imagens mostravam águas claras, peixes e até tubarões circulando calmamente ao redor do equipamento.
Lá embaixo é um vazio escuro de morte (YouTube/Beyond Discovery)
Durante a descida, algo inesperado aconteceu. Um tubarão que nadava próximo simplesmente desapareceu do enquadramento e reapareceu de forma repentina, colidindo violentamente com o drone. A câmera começou a girar sem controle. No vídeo publicado, Mitchell comentou: “O tubarão simplesmente nos atacou”.
A descida se torna ainda mais inquietante por volta dos 90 metros. Nesse ponto, a câmera atravessa uma camada espessa de sulfeto de hidrogênio, um gás tóxico. Abaixo dessa fronteira, praticamente não há vida visível. A água assume um aspecto turvo e escuro, criando um cenário silencioso e hostil.
Em 2022, uma equipe científica liderada pela Goethe University Frankfurt realizou uma expedição para entender melhor a formação do Grande Buraco Azul. Os pesquisadores analisaram sedimentos acumulados no fundo e identificaram registros de cerca de 574 eventos de tempestades ao longo dos últimos 5.700 anos.
O pesquisador Dominik Schmitt, autor principal do estudo, explicou que as condições únicas do local, como a ausência de oxigênio no fundo e as camadas de água bem definidas, permitiram que os sedimentos se depositassem sem grandes perturbações. “Dentro do núcleo de sedimentos, eles se parecem um pouco com anéis de árvores”, afirmou.
Esses registros funcionam como um arquivo natural do clima. Segundo o professor Eberhard Gischler, os dados indicam que aproximadamente 45 tempestades tropicais e furacões podem atingir a região apenas neste século, um número muito superior ao observado ao longo de milhares de anos anteriores
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