Menino de 11 anos morre após participar da tendência de redes sociais chamada “chroming”, apesar do alerta da mãe
Um caso ocorrido no início de 2025 reacendeu o alerta sobre um comportamento perigoso que circula entre crianças e adolescentes nas redes sociais. O britânico Freddie Davis, de 11 anos, morreu após participar de uma prática conhecida como chroming, também chamada de huffing. A atividade consiste em inalar vapores tóxicos de produtos domésticos aerossóis, como desodorantes, com o objetivo de provocar uma sensação rápida de euforia.
O hábito, apesar de parecer inofensivo para quem observa apenas a embalagem comum desses produtos, envolve substâncias altamente inflamáveis e perigosas ao organismo. Entre elas estão gases como butano, propano e isobutano, usados como propelentes em sprays corporais. Quando inalados em grandes quantidades, esses compostos podem afetar o sistema respiratório, o coração e o cérebro em poucos minutos.
Na noite anterior à morte, Freddie havia comentado com familiares que estava com dificuldade para dormir. Na manhã seguinte, sua mãe, Roseanne Thompson, entrou no quarto para acordá-lo, como fazia diariamente. Ao chamá-lo pelo nome e não obter resposta, percebeu que o menino estava deitado de bruços e com o corpo frio. Ao tocar seu ombro, entendeu que algo estava errado e pediu ajuda imediatamente, ligando para o serviço de emergência.
Freddie havia reclamado de dificuldades para dormir na noite anterior (Triangle News)
Ela relatou que disse ao atendente que acreditava que o filho havia morrido. Pouco depois, os serviços médicos confirmaram o óbito ainda no local.
Um alerta percebido tarde demais
Dias antes da tragédia, Roseanne já havia identificado um comportamento que lhe causou estranhamento. Ela contou que costumava comprar desodorante aerossol para o filho, mas decidiu interromper esse hábito após notar que uma lata havia sido totalmente consumida em menos de 24 horas. Como alternativa, passou a adquirir apenas desodorantes do tipo roll-on.
Mesmo assim, na tentativa de acordar Freddie naquela manhã, um frasco de spray caiu de sua roupa, reforçando a suspeita de que o menino havia tido acesso a um aerossol. O relatório policial mencionou que as autoridades já tinham conhecimento de uma tendência entre jovens, na qual latas de desodorante são esvaziadas dentro de meias para facilitar a inalação dos gases.
Durante o inquérito judicial, a patologista responsável informou que a causa da morte foi a inalação de propelente aerossol à base de butano. Exames toxicológicos encontraram também propano e isobutano nos tecidos do menino, substâncias compatíveis com o conteúdo do spray encontrado no quarto. A morte foi oficialmente classificada como acidental.
Riscos ignorados e falsas percepções de segurança
Após o caso, Roseanne fez um apelo público para que outros pais fiquem atentos. Ela afirmou que crianças são facilmente influenciadas e não compreendem a gravidade dos riscos envolvidos. Disse ainda que não pretende mais manter qualquer tipo de aerossol em casa, por considerar esses produtos potencialmente letais.
Sua morte foi considerada acidental (Triangle News)
Especialistas em segurança reforçam esse alerta. Um consultor de saúde pública da Royal Society for the Prevention of Accidents explicou que existe uma percepção equivocada de que aerossóis são totalmente seguros por fazerem parte da rotina doméstica. Segundo ele, a inalação intensa desses produtos pode causar desmaios, dificuldades respiratórias, alterações graves no ritmo cardíaco e morte súbita.
O especialista também destacou que muitas pessoas associam fatalidades apenas a contextos clássicos de abuso de substâncias, o que não corresponde à realidade. Nos últimos anos, foram registrados diversos óbitos envolvendo crianças e jovens que usaram aerossóis em excesso, seja por preocupação com odor corporal, seja pela busca de conforto em cheiros familiares ou desafios difundidos online.
Esse Menino de 11 anos morre após participar da tendência de redes sociais chamada “chroming”, apesar do alerta da mãe foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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