Médica emite alerta após surto de vírus sem cura, enquanto aeroportos adotam medidas no estilo da COVID
O vírus Nipah voltou a entrar no radar das autoridades de saúde após a confirmação de novos casos na Ásia e a adoção de medidas preventivas em aeroportos internacionais. A preocupação cresce porque se trata de uma doença conhecida por sua alta taxa de letalidade e pela ausência de tratamento específico ou cura comprovada.
Na Índia, autoridades confirmaram ao menos dois casos do vírus no estado de Bengala Ocidental desde dezembro. As duas pessoas infectadas eram enfermeiras que trabalharam juntas em um hospital entre os dias 28 e 30 daquele mês. Pouco tempo depois, ambas passaram a apresentar sintomas e foram internadas em unidades de terapia intensiva no dia 4 de janeiro. A coincidência no local de trabalho reforçou o alerta para a possibilidade de transmissão entre humanos, especialmente em ambientes hospitalares.
O Nipah não é um vírus recente, mas cada novo episódio reacende o debate sobre vigilância sanitária e resposta rápida. Estudos apontam que a taxa de mortalidade pode variar entre 40% e 75%, dependendo do surto e da estrutura de saúde disponível. A doença costuma provocar febre, dores de cabeça, confusão mental e, em casos mais graves, encefalite e falência respiratória.
Medidas reforçadas em aeroportos internacionais
O Aeroporto Suvarnabhumi intensificou as verificações de saúde semelhantes às medidas contra a COVID-19 (Facebook/Aeroporto Suvarnabhumi)
Diante do cenário, países como Nepal, Tailândia e Taiwan decidiram reforçar os protocolos de saúde em aeroportos, especialmente para voos provenientes de áreas consideradas de risco. As mudanças lembram procedimentos adotados durante a pandemia de covid-19, com foco na identificação precoce de possíveis casos.
Entre as medidas adotadas estão o preenchimento obrigatório de formulários de declaração de saúde, a exigência de atestado médico para passageiros com febre, áreas específicas para triagem, salas de isolamento e, em alguns casos, procedimentos diferenciados para o manuseio de bagagens. A intenção é reduzir a chance de circulação do vírus antes mesmo que ele chegue a novos territórios.
No aeroporto de Suvarnabhumi, um dos principais da Tailândia, as autoridades intensificaram os controles sanitários e ampliaram a vigilância sobre viajantes que apresentam sintomas compatíveis com doenças infecciosas. A estratégia segue a lógica de que a prevenção nos pontos de entrada pode atrasar ou até impedir a disseminação comunitária.
O papel dos morcegos e o risco para profissionais de saúde
A Dra. Seethu Ponnu Thampi já lidou com um surto do vírus antes.
A médica Seethu Ponnu Thampi, especialista em medicina comunitária e cirurgiã assistente do Departamento de Saúde de Kerala, destacou a importância de interromper a cadeia de transmissão o mais cedo possível. Ela teve contato direto com um surto do vírus em Kozhikode, em 2018, quando ainda era estudante de medicina.
Segundo a médica, o Nipah é uma doença zoonótica, tendo os morcegos frugívoros como principal reservatório natural do vírus. A transmissão ocorre inicialmente dos morcegos para os humanos e, em seguida, pode acontecer entre pessoas. Por isso, reduzir o contato humano com ambientes frequentados por esses animais é uma medida relevante em áreas afetadas.
Ela também alertou para o risco elevado enfrentado por profissionais de saúde. Procedimentos que geram aerossóis, como a intubação, aumentam significativamente a chance de contágio. Além disso, médicos e enfermeiros mantêm contato direto com pacientes sintomáticos, o que os torna mais vulneráveis durante um surto ativo.
Durante o período inicial de incubação, a transmissão costuma ser menor, mas tende a crescer à medida que os sintomas se intensificam. Em regiões com registros da doença, a recomendação é evitar áreas com vegetação densa, onde morcegos frugívoros costumam se concentrar, reduzindo assim uma das principais vias de contato com o vírus.
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