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Curiosidades

Mãe de 34 anos e bebê morrem em parto domiciliar trágico com o “plano de parto mais intenso” que a parteira já tinha visto

Jennifer Cahill, de 34 anos, moradora da região de Greater Manchester, no Reino Unido, estava determinada a seguir um plano de parto domiciliar extremamente rigoroso. Quatro dias após dar à luz sua filha Agnes, a mulher morreu em decorrência de complicações, e a bebê também não sobreviveu, falecendo poucas horas depois do parto. O caso levou a uma investigação judicial que levanta questões sobre protocolos e alertas médicos em partos de alto risco realizados fora de hospitais.

No dia 2 de junho do ano passado, a parteira comunitária Andrea Walmsley e sua colega Julie Turner foram chamadas para acompanhar o nascimento na casa da família Cahill. Ao chegarem, encontraram Jennifer em um quarto com pouca iluminação. Walmsley relatou no tribunal, em 14 de outubro, que o plano de parto da paciente era “o mais intenso” que já tinha visto em sua carreira. Jennifer havia deixado claro que queria evitar qualquer tipo de intervenção médica.

Segundo Walmsley, a gestante recusou observações clínicas, medicamentos e até mesmo uma injeção de sintometrina, indicada para ajudar a prevenir hemorragias após o parto. “Quando pedi uma amostra de urina, parecia que ela não gostava do que eu estava dizendo”, afirmou a parteira ao tribunal. Durante todo o trabalho de parto, Jennifer manteve-se silenciosa e se comunicava quase exclusivamente com o marido, Rob Cahill.

Jennifer Cahill morreu poucos dias após dar à luz, assim como seu bebê recém-nascido (Reach/MEN Media)

Jennifer Cahill morreu poucos dias após dar à luz, assim como seu bebê recém-nascido (Reach/MEN Media)

O parto ocorreu conforme o planejado por Jennifer, sem uso de analgésicos, exames ou medicamentos auxiliares. Porém, na manhã seguinte, por volta das 6h45, Rob ligou para os serviços de emergência. A bebê Agnes estava inconsciente e não pôde ser reanimada. Rob acompanhou a filha até o North Manchester General Hospital, onde foi informado de que a esposa também estava a caminho do hospital, em estado crítico, após complicações graves. Nenhuma das duas sobreviveu.

Após o caso, hospitais da região passaram a classificar partos domiciliares em pacientes de alto risco como “fora das orientações” e “contraindicação médica”. Rob declarou ao tribunal que, se tivessem recebido advertências mais claras antes do nascimento, talvez tivessem optado pelo parto hospitalar.

Outro ponto revelado na investigação foi que Andrea Walmsley não foi informada pelo hospital de que Jennifer havia passado por um parto extremamente difícil com o primeiro filho, Rudy. Na época, ela perdeu mais de 800 mililitros de sangue devido a uma hemorragia pós-parto, resultante de um corte e laceração causados pelo tamanho do bebê. Além disso, Jennifer desenvolveu uma infecção por Streptococcus do grupo B, enquanto Rudy contraiu sepse.

Rob explicou que a experiência traumática no primeiro parto foi determinante para a decisão da esposa de não retornar a um hospital. Ela acreditava que, em casa, teria mais autonomia e tranquilidade. Jennifer também sentia que não havia recebido suporte suficiente da equipe de parteiras durante o nascimento de Rudy.

Questionada sobre por que não foi mais firme ao lidar com Jennifer, Walmsley respondeu: “Estamos bem cientes das reclamações que têm circulado sobre nós, e acho que isso influenciou a forma como as coisas aconteceram”.

A obstetra em treinamento Dra. Azal El-Adwan, que acompanhava Jennifer por causa do risco elevado de complicações, declarou que se encontrou com ela em março. Na ocasião, aconselhou contra o parto domiciliar. Mesmo assim, Jennifer manteve a decisão. “Ela estava muito determinada a ter o bebê em casa”, disse a médica ao tribunal. Durante a consulta, falaram sobre medicamentos e a possibilidade de transferência ao hospital caso fosse necessário. No entanto, a doutora explicou que não era prática padrão alertar pacientes sobre risco de morte, por ser considerado estatisticamente baixo.

Rob contou que sua esposa havia passado por um parto “traumático” no hospital três anos antes (Reach/MEN Media)

Rob contou que sua esposa havia passado por um parto “traumático” no hospital três anos antes (Reach/MEN Media)

Jennifer afirmou que só tomaria uma decisão final após realizar o exame para Streptococcus do grupo B, e foi orientada a iniciar medicação preventiva. A obstetra declarou que, na época, não achou necessário encaminhar Jennifer para outro especialista, mas hoje acredita que teria sido melhor envolver uma segunda opinião médica.

O caso também expôs que a linguagem utilizada pelas equipes médicas evitava termos diretos, como “risco de morte”, mesmo em situações classificadas como de alto risco. A juíza responsável pelo inquérito, Joanne Kearsley, está questionando se essa falta de clareza pode ter contribuído para decisões mal informadas.

A causa exata da morte de Jennifer ainda não foi confirmada oficialmente, já que o inquérito segue em andamento. Enquanto isso, a investigação busca esclarecer possíveis falhas de comunicação e protocolos no atendimento a gestantes de alto risco que optam por dar à luz em casa.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.