Lenovo prevê alta de preços por crise de chips e reforça estoque global
A crise global de memórias, impulsionada pela demanda acelerada de data centers de inteligência artificial, pressiona fabricantes do mundo todo. Empresas como Lenovo ampliaram estoques para evitar interrupções na produção, mas a alta de preços é considerada inevitável. Para a gerente sênior de produtos da Lenovo no Brasil, Tatiana Sasaki, a escala global da empresa é o principal amortecedor nesse cenário.
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“Com o nosso relacionamento e pelo fato de termos mais de 25% de share global de mercado, isso ajuda nas nossas negociações”, afirmou Sasaki ao Podcast Canaltech deste sábado (11). Ela reconhece, porém, que nenhum fabricante escapa dos efeitos da crise: “Aumento de custo é iminente para todo o mercado”.
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A Lenovo encerrou o primeiro trimestre de 2025 como líder global em embarques de PCs, com 15,2 milhões de unidades e 24,1% de participação de mercado, posição que ocupa desde 2013.
A companhia mantém uma fábrica no Brasil, o que, segundo Sasaki, permite melhor planejamento de abastecimento de longo prazo, embora não isente a operação local de tendências de alta.
IA para antecipar o comportamento do usuário
Além das questões de portfólio, a Lenovo avança na integração entre seus dispositivos e os da Motorola, marca que faz parte do mesmo grupo desde 2014. O eixo central dessa estratégia é o Kira, assistente de inteligência artificial desenvolvido internamente para conectar os dois ecossistemas.
“A ideia é que os dispositivos antecipem ou prevejam o comportamento do usuário para que ele não precise cuidar de tarefas que são menos importantes”, explicou o diretor de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Lenovo, Hildebrando Lima.
Na prática, o Kira monitora rotinas, acessa agenda e pode sugerir preparativos para viagens, como verificar condições climáticas e identificar pontos turísticos, antes mesmo de o usuário solicitar.
Lima prevê que o Kira estará disponível em praticamente todo o ecossistema Lenovo no Brasil em poucos meses. Os novos produtos já incorporam a ferramenta de forma nativa.
A equipe de P&D da Lenovo no Brasil também trabalha com SLMs (modelos de linguagem menores), voltados a tarefas específicas.
Um dos exemplos citados por Lima é o Trado, modelo dedicado a monitoramento cardíaco e interpretação de sinais de Libras. Outro projeto em andamento usa IA para detectar eventos de microclima em regiões de fronteira entre biomas brasileiros, onde a cobertura de nuvens dificulta o uso de satélites em tempo real. A empresa montou uma estação meteorológica em Indaiatuba (SP) para gerar dados de treinamento.
“A gente vem trabalhando em várias verticais”, resumiu Lima, citando também aplicações industriais: uma solução desenvolvida no Brasil foi implantada em fábrica na Hungria para verificar, por visão computacional, se conexões internas de servidores estão montadas corretamente.
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