IA rodando no seu próprio PC? A GIGABYTE explica por que isso muda tudo
A CES 2026 marcou um ponto de inflexão para a indústria de hardware. Mais do que apenas poder bruto, a conversa girou em torno de como o equipamento se integra e potencializa a Inteligência Artificial. E poucas empresas demonstraram uma visão tão clara de “ponta a ponta” — do servidor na nuvem ao notebook no seu colo — quanto a GIGABYTE.
Em uma entrevista exclusiva ao Canaltech — a primeira concedida a um veículo da América Latina —, Eddie Lin, CEO da GIGABYTE, detalhou a estratégia da empresa para este novo momento. Segundo o executivo, a IA deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar a base de toda a inovação da companhia.
Se você quer entender como o seu próximo PC vai “pensar” e se adaptar a você, vem mergulhar com a gente nos detalhes dessa conversa e nas novidades apresentadas em Las Vegas.
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Da nuvem para a sua mesa: o conceito AI TOP
Um dos pontos mais interessantes da conversa com Lin foi a desmistificação de que a IA acontece apenas em data centers gigantes. Embora a GIGABYTE tenha uma forte presença na nuvem com servidores de IA (como o GB300, em cooperação com a Nvidia), o foco agora é trazer essa capacidade para o “lado do cliente”.
A empresa renomeou suas máquinas de inferência e treinamento local para “AI TOP”. Isso significa hardware otimizado para lidar com cargas de trabalho pesadas de IA sem depender da internet.

Isso se reflete em produtos reais apresentados na feira, como a placa-mãe X870E AORUS XTREME X3D AI TOP. Ela não carrega esse nome à toa: foi projetada para garantir estabilidade total durante o treinamento de modelos ou inferências pesadas, extraindo o máximo dos processadores com cache empilhado.
Privacidade e o Agente GiMate
Talvez a maior inovação de software revelada por Eddie Lin seja o GiMate, um agente de IA proprietário que já equipa a nova série de laptops da marca.
Diferente de usar o ChatGPT ou Gemini na nuvem, onde seus dados viajam para servidores externos, o GiMate foca no processamento local. Lin destacou duas ferramentas principais:
- GiMate Loader: Permite baixar modelos de linguagem (LLMs) do Hugging Face e rodá-los na sua máquina. Isso garante que, ao gerar códigos ou textos sensíveis, sua privacidade seja mantida, pois nada sai do seu computador.
- GiMate Creator: Focado em geração de imagem. Você pode alternar modelos dinamicamente — gerando uma imagem com Stable Diffusion e a próxima com Flux — tudo localmente.
“Então as pessoas podem manter sua privacidade enquanto geram algum código. […] E esse código não será similar ao de outros porque é tudo gerado localmente”, explicou o CEO da GIGABYTE ao Canaltech.

Quer ouvir a explicação completa do CEO sobre como isso muda como desenvolvedores e criadores trabalham? Confira nosso podcast especial:
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Hardware que respira: Windforce Hyper Burst
Para rodar essa IA localmente, o hardware precisa ser robusto e, principalmente, frio. Lin explicou que, para as placas gráficas, a grande estrela é o sistema de resfriamento Windforce Hyper Burst.
O executivo comparou a tecnologia a um motor a jato, onde o fluxo de ar atravessa a placa de forma direta e penetrante. Essa engenharia foi aplicada na monstruosa Aorus GeForce RTX 5090 Infinity, garantindo que a GPU mais rápida do mundo opere em frequências altas sem superaquecer, resfriando ambos os lados do PCB.

Além disso, nas placas-mãe, a GIGABYTE introduziu suporte a CUDIMM, uma tecnologia de memória que permite usar quatro pentes mantendo o mesmo desempenho de dois, algo crucial para quem precisa de muita RAM para carregar grandes modelos de IA.
Adaptação inteligente e mobilidade
visão de “AI Forward” da GIGABYTE também envolve fazer o PC entender o contexto do usuário. O agente de IA pode alterar dinamicamente a configuração do produto: se você entra em uma reunião, ele ativa o “modo reunião”; se vai jogar, muda para o “modo jogo”.
E para quem precisa dessa potência em movimento, a marca apresentou a AORUS RTX 5060 Ti AI Box. É uma eGPU com refrigeração líquida que transforma um notebook fino em uma estação de trabalho capaz de editar vídeos em 8K ou rodar modelos de IA durante o dia e jogos AAA à noite.
A GIGABYTE deixa claro que não está apenas fabricando peças, mas criando um ecossistema em que o hardware conversa com a demanda de software. Seja quebrando recordes mundiais de overclocking de memória na plataforma Intel ou otimizando o desempenho de CPUs AMD, a meta é a liderança tecnológica.
Para saber mais detalhes sobre essa entrevista histórica e as nuances do mercado de tecnologia para 2026, não deixe de escutar o episódio completo do nosso podcast.
Escute a entrevista completa com o CEO da Gigabyte e fique por dentro do futuro da marca
Leia a matéria no Canaltech.
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