IA da Amazon derrubou plataforma da empresa por 13 horas
A Amazon Web Services (AWS) é a maior plataforma de computação em nuvem, com mais de 200 serviços diferentes. Ela é peça central da infraestrutura da internet – uma pane no serviço, em outubro, derrubou milhares de aplicativos, instituições e dispositivos pelo mundo. A Amazon criou um agente de IA, o Kiro, para ajudar os clientes a gerarem e rodarem softwares na AWS. Mas o agente, apresentado em julho de 2025, pode ter causado um problema de grandes proporções – e deixado um serviço do AWS fora do ar por 13 horas em dezembro.
É o que afirma uma reportagem do jornal inglês Financial Times, que cita quatro funcionários da Amazon. O Kiro teria decidido “apagar e recriar o ambiente” operacional de um dos serviços operados pela AWS, o que levou a uma pane prolongada. Segundo as fontes internas ouvidas pelo FT, essa teria sido a segunda falha causada por IA nos últimos meses.
A Amazon confirmou o problema, mas procurou isentar de responsabilidade o Kiro. Segundo ela, a pane de dezembro foi “um evento extremamente limitado” no serviço AWS Cost Explorer, que serve para as empresas calcularem quanto irão pagar à AWS. De acordo com a Amazon, o problema ocorreu devido a um erro de configuração, “que poderia ocorrer com qualquer ferramenta de desenvolvimento (de IA ou não), ou ação manual”.
A empresa escolhe cuidadosamente as palavras, e coloca a culpa no acesso concedido ao Kiro – mas não nega que o agente de IA tenha tomado ações incorretas. Ela ressaltou, ao Financial Times, que o Kiro “pede permissão antes de realizar qualquer ação”.
Recentemente, agentes de IA protagonizaram dois episódios preocupantes. Um deles, o Google Antigravity (uma ferramenta de desenvolvimento de software), teria deletado todo o conteúdo do disco de um usuário. Em outro caso, o agente Replit gerou dados e relatórios falsos – e depois apagou um banco de dados.
Os agentes de IA são a próxima grande aposta da indústria de tecnologia. Nos últimos meses, Google, Microsoft, Perplexity e OpenAI lançaram navegadores que usam essa tecnologia, e são capazes de realizar tarefas online de forma autônoma – mas, na prática, ainda não funcionam como prometido.
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