Homem salvo da execução após ameaça de Trump deixou uma postagem final nas redes sociais antes de ser capturado
Nos últimos dias, um nome passou a circular com força nas redes sociais e em relatórios de organizações de direitos humanos: Erfan Soltani, um comerciante iraniano de 26 anos que se tornou símbolo da repressão após protestos recentes no Irã.
Soltani foi apontado como o primeiro civil do país a receber uma sentença de morte em meio a manifestações que começaram com críticas à crise econômica e rapidamente se transformaram em atos contra o governo. As mobilizações se espalharam por várias cidades, impulsionadas pelo aumento do custo de vida, desemprego e insatisfação generalizada com a condução política do país.
A execução de Soltani estava marcada para o dia 14 de janeiro, o que provocou uma reação imediata de familiares e ativistas. Diante da repercussão internacional, parentes do jovem chegaram a pedir que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intervisse no caso, citando declarações anteriores em que ele prometera adotar medidas severas caso manifestantes fossem executados.
Pouco antes da data prevista, a família recebeu uma atualização inesperada. Segundo a organização de direitos humanos Hengaw, o governo iraniano decidiu adiar a execução por tempo indeterminado. A decisão foi considerada incomum, já que o país raramente recua em sentenças desse tipo após anúncios oficiais.
Mesmo com o adiamento, a situação de Soltani permanece cercada de incertezas. Seu estado de saúde e local de detenção não são conhecidos, em parte devido às restrições severas ao acesso à internet impostas pelas autoridades iranianas. O bloqueio digital dificultou não apenas a comunicação entre familiares, mas também a verificação independente de informações sobre presos e julgamentos.
Erfan Soltani é descrito como dono de uma pequena loja na cidade de Fardis. Ele foi detido após participar de um protesto local, mas sua família só foi informada dias depois da prisão. Relatos indicam que o julgamento ocorreu de forma acelerada e que ele não teve acesso adequado a um advogado, o que levantou questionamentos sobre o devido processo legal.
Após a prisão, perfis em redes sociais supostamente ligados a Soltani passaram a ser analisados. Um deles trazia na biografia a frase Mulheres, Vida, Liberdade, slogan que se tornou amplamente conhecido após a morte de Mahsa Amini. A jovem, de 22 anos, morreu depois de ser detida pela polícia da moralidade sob a acusação de não usar o véu de maneira considerada adequada, episódio que desencadeou protestos em todo o país.
Em uma das últimas publicações atribuídas a Soltani, datada de 17 de dezembro, aparece uma foto acompanhada da palavra Eternal. Em outra conta, uma descrição fazia referência ao Irã pré-1979, antes da Revolução Islâmica, o que foi interpretado por analistas como um posicionamento político simbólico. Esses perfis, no entanto, não puderam ser confirmados de forma independente.
As autoridades iranianas negaram que a sentença de Soltani estivesse ligada diretamente aos protestos. O Judiciário classificou as informações sobre uma execução iminente como falsas e afirmou que ele enfrentava acusações como conspiração contra a segurança nacional e propaganda contra o Estado, crimes que, segundo a própria legislação iraniana, não resultam automaticamente em pena de morte.
Enquanto isso, o governo intensificou a repressão às manifestações, combinando prisões em massa com um bloqueio quase total da internet. Estimar o número de mortos tornou-se difícil, mas veículos internacionais apontam que entre 12 mil e 20 mil pessoas podem ter morrido durante os confrontos e ações de repressão, números que continuam sendo alvo de debate e revisão.
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