Homem que descobriu a “família mais incestuosa do mundo” diz que “eles mentiram para mim o tempo todo”
O fotógrafo e cineasta Mark Laita, conhecido por retratar histórias pouco convencionais em seu canal no YouTube, viveu uma das experiências mais surpreendentes de sua carreira ao se aproximar da família Whittaker, considerada por muitos como “a mais incestuosa do mundo”. O primeiro contato ocorreu em 2004, na pequena comunidade de Odd, no estado da Virgínia Ocidental, EUA, quando Laita decidiu registrar o cotidiano do grupo em uma série documental.
Apesar da curiosidade que seus vídeos despertaram no público, a convivência com os Whittaker nem sempre foi simples. Em uma das visitas iniciais, o fotógrafo foi recebido com hostilidade e chegou a ter uma arma apontada contra si por um dos parentes. Segundo um primo da família, chamado John, esse tipo de reação se explicava pela desconfiança criada ao longo dos anos.
“Quando eu era criança, as pessoas vinham aqui e jogavam ovos na casa”, contou John em uma entrevista. “Eles gritavam a noite toda, zombavam. As pessoas eram cruéis.” Com o tempo, Laita conseguiu conquistar a confiança dos Whittaker, tornando-se uma presença constante no local e um dos poucos outsiders a ter acesso ao seu dia a dia.
Os Whittakers são considerados a “família mais consanguínea da América” (YouTube/Soft White Underbelly)
Mas a relação sofreu um abalo sério em 2024, quando o fotógrafo descobriu que havia sido enganado. Um dos membros da família, Larry Whittaker, teria morrido de ataque cardíaco — ao menos essa foi a história contada à equipe de Laita. A notícia comoveu o documentarista, que chegou a doar cerca de 1.000 dólares para custear o suposto funeral.
Pouco tempo depois, no entanto, o “falecido” reapareceu. Em um vídeo publicado com o título “A Morte de Larry Whittaker”, o próprio Larry foi mostrado sentado em frente à casa da família, comentando com naturalidade sobre o boato de sua morte. “Não, eu só ouvi falar disso ontem à noite, em um vídeo”, disse ele, em tom confuso.
A responsável pela farsa, identificada como BJ, filha de Larry, admitiu ter inventado a história e pediu desculpas a Laita, que aceitou o pedido e seguiu mantendo contato com a família. Desde então, o fotógrafo continua prestando apoio aos Whittaker, especialmente após o incêndio que destruiu o trailer onde viviam no ano seguinte.
Para ajudar na reconstrução, Laita criou uma campanha de arrecadação online que já ultrapassou 8.600 dólares. Mesmo depois de ter sido enganado, ele segue retratando os Whittaker em novos vídeos, demonstrando que, apesar das controvérsias, o vínculo entre eles resistiu às adversidades.
A família Whittaker
Isolados há gerações na pequena comunidade de Odd, no condado de Raleigh, os Whittaker se tornaram conhecidos após a divulgação de uma série de vídeos produzidos pelo fotógrafo e cineasta Mark Laita, criador do canal Soft White Underbelly.
Os registros começaram em 2020 e rapidamente chamaram atenção pela forma como mostravam o cotidiano dos Whittaker. As gravações revelaram um modo de vida simples, em uma propriedade antiga e afastada, onde parte da família vive há décadas. O interesse do público, porém, aumentou quando Laita registrou detalhes do comportamento e da comunicação de alguns membros — elementos que despertaram curiosidade sobre a possibilidade de casamentos consanguíneos dentro do grupo.
Segundo o próprio fotógrafo, o primeiro contato com a família foi tenso. Ele contou que, ao chegar à casa, foi recebido com desconfiança e até ameaçado por um dos moradores, que acreditava estar diante de um intruso. Somente após retornar com presentes e conversar com vizinhos, Laita conseguiu ganhar a confiança dos Whittaker. A partir daí, surgiram vídeos que mostraram tanto o dia a dia quanto as dificuldades enfrentadas pela família em meio à pobreza e ao isolamento.
Odd, o vilarejo onde vivem, tem pouco mais de algumas centenas de habitantes e não é incorporado como cidade. As casas estão espalhadas por uma área rural cercada por florestas, e muitos moradores vivem sem acesso fácil a serviços básicos. Esse contexto ajuda a explicar o isolamento prolongado que marcou a história da família.
Nas entrevistas, Laita afirmou que sua intenção nunca foi explorar os Whittaker, mas retratar a realidade de pessoas marginalizadas pela sociedade americana. Ele disse ter recebido críticas por supostamente expor a família de forma sensacionalista, mas também obteve apoio de quem viu nas gravações uma tentativa de mostrar humanidade em meio à exclusão.
O fotógrafo criou uma campanha online para arrecadar fundos destinados a melhorar as condições de vida dos Whittaker. Segundo ele, as doações foram usadas para reformar partes da casa e fornecer cuidados básicos de saúde.
Hoje, os vídeos acumulam milhões de visualizações e continuam gerando debate. Enquanto alguns enxergam os Whittaker como vítimas do abandono social, outros questionam até que ponto o isolamento foi uma escolha ou resultado de gerações de pobreza e falta de oportunidades.
Mesmo com toda a exposição, os Whittaker permanecem em Odd, mantendo o mesmo estilo de vida que os tornou conhecidos. O caso continua sendo um dos retratos mais controversos e comentados sobre famílias isoladas nos Estados Unidos.
Esse Homem que descobriu a “família mais incestuosa do mundo” diz que “eles mentiram para mim o tempo todo” foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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