Homem de 30 anos revela os sintomas que percebeu antes de a mãe, de 47 anos, ser diagnosticada com demência de início precoce, enquanto ele enfrenta o mesmo destino
Aos 30 anos, Jordan Adams passou a falar publicamente sobre a transformação profunda que presenciou na própria casa após o diagnóstico de demência de início precoce de sua mãe. Natural de Redditch, na Inglaterra, ele descreve um processo longo, emocionalmente difícil e marcado por mudanças que, no começo, pareciam sutis, mas logo se tornaram impossíveis de ignorar.
Geraldine, mãe de Jordan, recebeu o diagnóstico em 2010. Os médicos identificaram demência frontotemporal de início precoce, conhecida pela sigla FTD. Trata-se de uma condição progressiva e sem cura, com expectativa de evolução entre 6 e 10 anos, levando à perda gradual de funções cognitivas, emocionais e motoras.
Antes da doença, Geraldine era conhecida pelo jeito expansivo. Segundo o filho, ela era o tipo de pessoa que conversava com qualquer um e conseguia animar o ambiente com facilidade. Essa característica, no entanto, foi uma das primeiras a desaparecer. Jordan contou que o comportamento da mãe começou a mudar de forma clara, ainda nos estágios iniciais da doença.
“Lembro com muita nitidez dos primeiros sinais de que algo não estava bem. Ela deixou de querer socializar, passou a ter períodos de humor muito baixo e começou a repetir as mesmas perguntas várias vezes”, relatou.
Atividades comuns do dia a dia se tornaram situações de tensão. Um exemplo marcante para a família eram os trajetos de carro. Jordan explicou que a mãe passou a esquecer procedimentos básicos de direção, como verificar o ponto cego, e frequentemente se envolvia em pequenos acidentes. Com o tempo, a carteira de motorista foi cassada, mas a família ainda precisava ficar atenta para garantir que ela não tentasse dirigir, já que podia se esquecer dessa decisão.
À medida que a doença avançava, a rotina da casa precisou ser completamente reorganizada. Geraldine passou a depender cada vez mais dos filhos para tarefas básicas. Jordan descreveu que eles precisaram aprender, pouco a pouco, como oferecer cuidados mais intensivos, ajudando a mãe a tomar banho, se alimentar e ir ao banheiro. Em fases mais avançadas, ela ficou restrita à cama.
Jordan também correu maratonas para ajudar a arrecadar fundos para pesquisas sobre a condição (GMB/YouTube)
Geraldine morreu em 14 de março de 2016, aos 52 anos. Após a morte da mãe, uma nova preocupação passou a rondar a família. Como a FTD pode ter origem genética, surgiu o medo de que os filhos também carregassem a mutação responsável pela doença, ligada ao gene MAPT.
A primeira a buscar respostas foi a filha mais velha, Kennedy. Ela realizou o teste genético e recebeu o resultado negativo. Aliviada, a família seguiu adiante com os exames dos outros irmãos. Jordan e o irmão mais novo, Cian, optaram por fazer o teste e ambos descobriram que carregam o gene associado à demência de início precoce.
Mesmo diante do diagnóstico, Jordan afirma que escolheu manter uma postura prática e otimista. Ele reconhece que já perdeu 12 parentes para a mesma condição e acredita que, no futuro, também será afetado. Ainda assim, decidiu transformar essa realidade em ação concreta.
Atualmente, ele participa de avaliações anuais na University College London, contribuindo com dados para pesquisas voltadas a pessoas que carregam o gene. Além disso, Jordan passou a correr maratonas com o objetivo de arrecadar fundos para financiar estudos sobre a FTD e acelerar a busca por tratamentos mais eficazes.
Para ele, falar abertamente sobre a experiência da família e colaborar com a ciência é uma forma de lidar com a herança genética e ajudar quem poderá enfrentar a mesma situação nos próximos anos.
Esse Homem de 30 anos revela os sintomas que percebeu antes de a mãe, de 47 anos, ser diagnosticada com demência de início precoce, enquanto ele enfrenta o mesmo destino foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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