Gêmeas de 83 anos, conhecidas como as “profissionais do sexo mais velhas do mundo”, afirmam ter “atendido 355 mil homens” juntas
Louise e Martine Fokkens são nomes que ficaram associados a uma das histórias mais conhecidas do bairro da luz vermelha de Amsterdã. Irmãs gêmeas, elas passaram décadas trabalhando como profissionais do sexo e acabaram se tornando personagens de um documentário internacional lançado em 2011, quando tinham 69 anos. A produção acompanhou a rotina, as memórias e as dificuldades de continuar na atividade em uma fase avançada da vida.
A trajetória das duas começou muito cedo. Louise entrou nesse universo aos 17 anos, apresentada à atividade pelo próprio marido. Segundo ela, a mudança foi rápida e quase automática. Não houve tempo para planejar ou refletir muito, a situação simplesmente aconteceu. Pouco depois, ela já estava em uma das vitrines do bairro, onde profissionais se expõem para clientes que passam pelas ruas.
Quando a família descobriu, pediu que Martine tentasse convencer a irmã a sair daquela vida. Ela chegou a trabalhar como faxineira em um bordel, recusando abordagens de clientes. A situação mudou quando o marido de Martine perdeu o emprego durante uma greve na construção civil. As dificuldades financeiras se intensificaram e, sabendo que a irmã já atuava como profissional do sexo, a decisão de entrar na mesma atividade pareceu menos assustadora.
Segundo Martine, sem a presença da irmã, ela jamais teria seguido esse caminho. Com as duas juntas, o medo diminuiu e o apoio mútuo se tornou essencial para atravessar os anos seguintes.
O cotidiano no bairro da luz vermelha
Ao longo de quase cinco décadas, Louise e Martine construíram reputação e clientela fixa. Elas viveram a época anterior e posterior à legalização dos bordéis na Holanda, que ocorreu em 2000. Apesar da mudança na lei, Martine avaliava que os benefícios não se distribuíram de forma igual. Para ela, a legalização favoreceu mais cafetões e trabalhadores estrangeiros do que as mulheres holandesas que já atuavam no setor.
Com o passar dos anos, o trabalho se tornou fisicamente mais difícil. Louise, mãe de quatro filhos, contou que a artrite passou a causar dores intensas, tornando algumas posições impossíveis de sustentar. Martine, mãe de três, percebeu uma queda significativa no número de clientes. Segundo ela, restava praticamente apenas um frequentador assíduo, um homem idoso que buscava sessões regulares de sadomasoquismo. Martine dizia que não conseguia dispensá-lo, pois ele fazia parte de sua rotina havia tanto tempo quanto um compromisso semanal fixo.
Mesmo em meio a uma atividade pesada, as irmãs relatavam episódios curiosos e até cômicos. Um dos clientes mais lembrados era descrito como um homem de aparência excêntrica, visivelmente empolgado ao se encontrar com o que chamava de sua fantasia pessoal. Para Louise, a reação dele era tão exagerada que parecia prestes a explodir de alegria.
Negócios próprios e o fim da carreira
Com a experiência acumulada, as gêmeas também se aventuraram fora das vitrines. Elas chegaram a abrir o próprio bordel e um restaurante típico holandês chamado De Twee Stiertjes. O empreendimento reforçou a imagem de mulheres que conheciam profundamente o funcionamento daquele mercado e buscavam mais autonomia.
A aposentadoria veio por volta dos 70 anos, quando ambas reconheceram que o esforço físico e a dor tornavam inviável continuar. O documentário ajudou a registrar essa fase final e trouxe visibilidade internacional à história das irmãs. Atualmente, elas não atuam mais como profissionais do sexo e esperam que os direitos autorais da produção audiovisual contribuam para complementar a renda na velhice.
Esse Gêmeas de 83 anos, conhecidas como as “profissionais do sexo mais velhas do mundo”, afirmam ter “atendido 355 mil homens” juntas foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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