Garoto de 14 anos é diagnosticado com tumor cerebral após médicos garantirem que as enxaquecas “não eram nada preocupante”
O adolescente britânico Max Hall, de 14 anos, levou quase um ano convivendo com dores de cabeça frequentes antes de receber um diagnóstico que mudou completamente a rotina da família. Durante esse período, os sintomas foram tratados como algo comum da adolescência, associados a enxaquecas típicas da idade. Analgésicos eram a única orientação médica recebida.
Segundo a mãe, Jackie Hall, nada indicava um problema grave. Max era ativo, praticava esportes e levava uma vida considerada saudável. As dores, no entanto, não desapareceram. Pelo contrário, tornaram-se mais intensas e recorrentes, chegando a episódios descritos como crises de enxaqueca. Mesmo assim, o quadro seguiu sendo tratado apenas com medicamentos simples.
Dias após completar 14 anos, em 27 de novembro, a situação se agravou de forma súbita. Max sofreu uma convulsão severa em casa e precisou ser levado às pressas para o hospital. O adolescente foi internado em estado crítico e colocado em suporte de vida por dois dias, enquanto a equipe médica tentava estabilizar seu quadro clínico.
Max Hall sofreu com dores de cabeça por mais de um ano (SWNS)
Durante esse período, exames mais aprofundados foram realizados. Uma ressonância magnética revelou a real causa das dores persistentes: um tumor cerebral em estágio 4. De acordo com os médicos, a massa era extensa e localizada em uma área do cérebro que impossibilita cirurgia ou redução por métodos convencionais.
Jackie explicou a gravidade da situação com franqueza. “Sabemos que é terminal por causa do tamanho da massa no cérebro”, afirmou. “É estágio 4 terminal. Eles disseram que não podem remover nem diminuir o tumor.” A notícia caiu como um choque, especialmente porque, até então, o único sinal havia sido a dor de cabeça constante.
Ela relembrou que o filho nunca apresentou outros sintomas relevantes antes da convulsão. “A única coisa que ele teve foram dores de cabeça frequentes que viraram enxaquecas”, disse. “Isso durou mais de um ano e tudo o que recebíamos era ibuprofeno.”
Após a divulgação do caso, o diretor médico do University Hospitals of Northamptonshire Group, Hemant Nemade, declarou que a instituição está analisando o atendimento prestado. “Nossos pensamentos estão com Max e sua família neste momento inimaginavelmente difícil”, afirmou. Segundo ele, uma investigação interna busca entender o que ocorreu para que possíveis falhas sejam corrigidas.
Devido à localização do tumor, a cirurgia foi descartada. No Reino Unido, Max recebeu a oferta de um protocolo de quimioterapia pelo sistema público de saúde, mas a família decidiu buscar alternativas fora do país. A opção encontrada foi um tratamento experimental na Alemanha, que envolve uma vacina personalizada.
Jackie explicou como funciona o procedimento. “É quase uma vacina sob medida”, contou. “Eles coletam o sangue do Max, analisam as células e produzem uma vacina específica para o tumor dele.” O objetivo não é a cura, mas tentar destruir células cancerígenas e desacelerar o crescimento da doença.
Jackie disse que o filho dela está lidando com a situação surpreendentemente bem (SWNS)
O tratamento exige deslocamentos frequentes. A família teria de viajar para a Alemanha a cada duas semanas. Para viabilizar isso, foi iniciada uma campanha para arrecadar cerca de 290 mil euros, valor estimado para um ano de tratamento. “Aqui no Reino Unido, não há mais nada que possam fazer por ele”, disse Jackie. “Essa é a vida do Max.”
Apesar do cenário difícil, ela relatou que o filho surpreende pela forma como lida com a situação. Max apresenta cansaço constante, lapsos de memória e dificuldades ocasionais na fala. “Às vezes ele não lembra de uma conversa de dois minutos atrás”, explicou. “Em outros momentos, as palavras saem embaralhadas.”
Mesmo assim, o adolescente mantém o bom humor. “O Max está lidando com isso incrivelmente bem”, disse a mãe. “Ele me impressiona todos os dias.” Para a família, o foco é ganhar tempo e continuar buscando opções. “Não queremos uma data final”, afirmou Jackie. “Queremos continuar lutando.”
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