Esqueleto encontrado em praia é identificado como ex-prefeito que havia desaparecido há 20 anos
Em 2006, um desaparecimento ocorrido na costa do noroeste dos Estados Unidos deixou uma história em aberto por quase duas décadas. Clarence Edwin Asher, conhecido como Ed Asher, tinha 72 anos e era uma figura conhecida na pequena cidade de Fossil, no estado do Oregon. Antes da aposentadoria, trabalhou como técnico de linhas telefônicas e chegou a ocupar o cargo de prefeito do município. Nos anos seguintes, passou a dedicar boa parte do tempo à pesca de caranguejos, uma atividade comum na região.
Na manhã de 5 de setembro de 2006, por volta das 10h, Asher saiu sozinho em seu barco para pescar na baía de Tillamook Bay. O retorno era esperado para as 15h, mas ele não voltou. Ao perceber o atraso, a esposa comunicou o desaparecimento à polícia estadual do Oregon ainda naquela noite.
A Guarda Costeira dos Estados Unidos iniciou imediatamente as buscas. A operação mobilizou embarcações de apoio, um barco salva-vidas, um pequeno skiff e helicópteros. O barco de Asher, com cerca de 6,4 metros de comprimento, foi localizado a aproximadamente 800 metros da marina de Garibaldi. No interior da embarcação havia caranguejos vivos e duas das três boias usadas na pesca também foram encontradas. Nenhum colete salva-vidas foi localizado.
Segundo o relato da esposa às autoridades, Asher não costumava usar colete e não sabia nadar. A principal hipótese passou a ser a de que ele teria caído na água acidentalmente. Após mais 11 horas de buscas sem sucesso, a operação foi suspensa na tarde do dia seguinte. Com o passar do tempo, a morte por afogamento foi considerada provável, e um serviço memorial foi realizado em outubro daquele ano.
Pouco depois, em novembro de 2006, restos mortais foram encontrados em uma praia da aldeia de Taholah, dentro da reserva indígena Quinault, no condado de Grays Harbor, no estado de Washington. A análise inicial indicou que se tratava de um homem adulto, com idade estimada entre 20 e 60 anos, cerca de 1,75 metro de altura e peso aproximado entre 77 e 82 quilos. Sem uma identificação conclusiva, o caso passou a ser registrado como Grays Harbor County John Doe.
Durante anos, não houve avanços significativos. Somente recentemente o caso voltou a ser analisado com novas técnicas forenses. O escritório do legista do condado de Grays Harbor, em parceria com o Instituto Médico-Legal do condado de King, enviou amostras ósseas para a empresa Othram, especializada em análises genéticas avançadas.
Os cientistas aplicaram o chamado sequenciamento genômico de nível forense, que permite a criação de um perfil de DNA altamente detalhado mesmo a partir de restos antigos ou degradados. Esse perfil foi submetido a uma investigação de genealogia genética, cruzando dados com bancos de DNA disponíveis para uso forense. A análise levou a uma investigação complementar das autoridades e, por fim, à identificação positiva dos restos mortais como pertencentes a Clarence Asher.
De acordo com a organização DNASolves, o financiamento essencial para viabilizar esse tipo de exame genético foi garantido com apoio do governo do estado de Washington, incluindo o governador, o procurador-geral e o legislativo estadual. A entidade também informou que pessoas que já realizaram testes genéticos comerciais podem contribuir com investigações em andamento ao autorizar o uso dos dados em bases voltadas à identificação forense, ampliando as chances de solução de casos antigos e de devolução de respostas a famílias que aguardam há anos por esclarecimentos.
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