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Curiosidades

Entenda a categoria “Melhor Fotografia” do Oscar, na qual o brasileiro Adolpho Veloso concorre

Nesta quinta-feira (22), em meio ao furor das quatro indicações de O Agente Secreto ao Oscar, outro nome brasileiro, além de Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura, se destacou na corrida pela estatueta: Adolpho Veloso. O diretor de fotografia paulista foi anunciado como um dos concorrentes ao prêmio de Melhor Fotografia por Sonhos de Trem, filme do americano Clint Bentley.

Veloso disputa a categoria com os filmes Frankenstein (Dan Laustsen), Pecadores (Autumn Durald Arkapaw), Marty Supreme (Darius Khondji) e Uma Batalha Após a Outra (Michael Bauman). No Oscar, é a primeira vez que um brasileiro é indicado nessa categoria.

Ainda nessa temporada de premiações, Veloso já havia sido laureado com os prêmios de Melhor Fotografia do Critics Choice Awards e do Los Angeles Film Critics Awards – em que, durante o discurso, aproveitou para lançar um sonoro “Vai Brasil! Vai Corinthians!”.

Mas, afinal, o que é premiado nessa categoria?

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A categoria de Melhor Fotografia é quase uma unanimidade na maioria das principais premiações de cinema, e consagra alguns dos profissionais mais importantes em um set de filmagem: os diretores de fotografia. No Oscar, ela existe desde a primeira edição, em 1929, e já premiou grandes nomes como Vittorio Storaro (Apocalypse Now), Conrad L. Hall (Beleza Americana) e Alfonso Cuarón (Roma). Na última edição, quem levou a estatueta foi Lol Crawley, pelo filme O Brutalista.

As responsabilidades de um diretor de fotografia vão muito além de segurar a câmera e filmar uma cena. Eles estão por trás de toda a estética visual do filme, e trabalham em conjunto com o diretor do filme para, da melhor maneira possível, traduzir o roteiro e a visão do diretor em imagens gravadas.

Aqui, há uma distinção importante: o diretor de cinema (o mais próximo que o cinema tem de um “autor”) é a cabeça que pensa a maioria dos aspectos de um filme – desde as decisões narrativas até os aspectos mais técnicos da pós-produção. Ele orienta a atuação dos atores no set e conduz, de acordo com as próprias sensibilidades, cada membro da produção de forma a transformar o roteiro em uma obra audiovisual completa.

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Já os diretores de fotografia são os olhos, que guiam – com a iluminação, enquadramentos e movimentos de câmera – o olhar do espectador. Junto com o diretor, ele planeja como a cena será capturada, e onde cada elemento – atores, cenários, objetos – ficará localizado dentro (ou fora) do quadro.

Para isso, ele toma uma série de decisões: que tipo de câmera usar? Com qual tipo de lente? Como iluminar? O que deixar no escuro? A câmera ficará parada? Ou viajará pelo cenário? Onde posiciono cada ator? Esse enquadramento que o diretor pensou é realmente possível? Como deixá-lo mais interessante? No final, como que as cenas serão colorizadas? Entre outras infinitas questões.

“Quando eu vi o que um diretor de fotografia fazia, eu fiquei tipo, ‘Ah, é isso que eu quero fazer. Ficar perto da câmera, blocando a cena, iluminando – e também, claro, lidando com os atores, mas de um jeito diferente. Pra mim, é sempre sobre a história e os personagens; é assim que eu construo meu trabalho com a câmera e com a iluminação”, afirmou Veloso, em 2018, à American Society of Cinematographers.

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Sonhos de Trem, trabalho que colocou o brasileiro na mira da Academia, é uma adaptação do livro de mesmo nome de Denis Johnson, e conta a história de Robert Grainier (Joel Edgerton), um solitário lenhador do oeste dos Estados Unidos. Pego na encruzilhada da expansão capitalista no início do século 20, Grainier se afasta de sua família para trabalhar na expansão da malha ferroviária do país.

O filme foi gravado em locações próximas à fronteira estadunidense com o Canadá, entre florestas montanhosas e frias tomadas por pinheiros altos. O diretor de fotografia optou por uma abordagem de câmera na mão, apoiada na iluminação natural.

“Mesmo que o filme tenha muita narração, por exemplo, coisa que estava ainda mais presente no roteiro e foi reduzida na edição, meu trabalho foi pensar, ‘Quer saber? Temos essa narração, e Clint [diretor do filme] e Parker, o editor, vão se apoiar nisso depois, mas meu objetivo aqui é fingir que não há nenhuma narração, e eu posso tentar expressar tudo com as imagens, se eu puder’. É isso que eu sempre tento fazer. Se existe um sentimento que eu posso comunicar com o que eu estou fazendo com a câmera, com a luz, com um movimento sutil, eu vou tentar fazer”, afirmou ao Deadline.

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O brasileiro começou como fotógrafo, e se formou em cinema na FAAP, em São Paulo. Despontou nos longa-metragens com o filme Asco, mas foi seu trabalho no documentário Yoga Arquitetura da Paz que chamou a atenção de Clint Bentley. Veloso foi convidado a fazer a fotografia de Jockey, primeira colaboração com o cineasta americano. A parceria continua agora com Sonhos de Trem, disponível no catálogo da Netflix.

No currículo, também conta com curtas e videoclipes, como o vídeo de Ameianoite, música de Pabllo Vittar e Gloria Groove. O paulista também foi responsável pela fotografia de Remain, próximo filme do diretor M. Night Shyamalan, de O Sexto Sentido e Fragmentado.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.