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Curiosidades

Duas estruturas colossais ocultas nas entranhas da Terra alteram o campo magnético há milhões de anos

Durante décadas, cientistas observaram pistas indiretas de estruturas gigantes escondidas no interior do planeta. Elas não aparecem em mapas, não podem ser vistas nem perfuradas, mas deixam sinais claros quando ondas sísmicas atravessam o interior da Terra. Agora, um novo conjunto de dados reforça a ideia de que essas formações profundas tiveram papel ativo na história do campo magnético terrestre por centenas de milhões de anos.

Essas estruturas são conhecidas como grandes províncias de baixa velocidade sísmica, chamadas de LLSVPs. Elas estão localizadas a cerca de 2 900 quilômetros de profundidade, próximas ao limite entre o manto e o núcleo. Uma fica sob o Oceano Pacífico e a outra sob o continente africano. Cada uma delas tem dimensões comparáveis às da África, o que as coloca entre os maiores objetos geológicos do planeta.

Diferente de placas rígidas ou camadas bem definidas, as LLSVPs são regiões irregulares do manto. O material em seu interior é mais quente, mais denso e quimicamente distinto do entorno. Ao redor dessas massas existe uma espécie de anel mais frio, onde as ondas sísmicas se propagam mais rápido, o que facilita sua detecção indireta por meio de terremotos.

Estruturas antigas sob pressão extrema

Os primeiros indícios dessas anomalias surgiram no fim da década de 1970, quando sismólogos notaram regiões onde as ondas desaceleravam de forma incomum. Somente cerca de vinte anos depois foi possível confirmar sua existência com maior precisão. Desde então, pesquisadores tentam entender se essas formações são estáticas ou se interagem ativamente com outros sistemas do planeta.

Estudos mais recentes indicam que essas estruturas não apenas existem há muito tempo, como também permanecem relativamente estáveis. Evidências sugerem que elas já influenciavam processos internos da Terra há pelo menos 265 milhões de anos, atravessando períodos marcantes da história geológica, como a formação e a fragmentação do supercontinente Pangeia.

Esquema das estruturas ocultas no manto da Terra. Uma está no Pacífico e outra na África.

Esquema das estruturas ocultas no manto da Terra. Uma está no Pacífico e outra na África.

A persistência dessas massas levanta questões importantes sobre sua origem. Alguns cientistas defendem que elas sejam restos de material primordial da formação do planeta. Outros propõem que se formaram ao longo do tempo, acumulando material subductado das placas tectônicas. Independentemente da origem, seu impacto no funcionamento interno da Terra parece ser profundo.

O efeito das LLSVPs no campo magnético

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Liverpool, publicado na Nature Geoscience, analisou como essas regiões do manto interferem diretamente no comportamento do núcleo terrestre. O núcleo externo, composto principalmente por ferro líquido, é responsável por gerar o campo magnético da Terra por meio do chamado geodínamo.

As diferenças de temperatura entre as LLSVPs e o manto ao redor afetam o modo como esse ferro líquido se movimenta. Em algumas áreas, o fluxo é acelerado. Em outras, é retardado. Esse desequilíbrio cria uma circulação assimétrica no núcleo, que se reflete na forma irregular do campo magnético observado atualmente.

Para testar essa hipótese, a equipe reuniu dados geofísicos do manto e executou simulações avançadas em supercomputadores. Foram comparados dois cenários: um com o manto completamente uniforme e outro com a presença das LLSVPs. Apenas o modelo que incluiu essas estruturas conseguiu reproduzir as mesmas inclinações, irregularidades e padrões reais do campo magnético da Terra.

As simulações também indicaram que certas regiões do campo magnético permanecem estáveis por períodos extremamente longos, enquanto outras sofrem mudanças significativas ao longo do tempo geológico. Essa combinação ajuda a explicar por que o campo magnético nunca foi perfeitamente simétrico.

Segundo Andy Biggin, professor de geomagnetismo da Universidade de Liverpool e autor principal do estudo, esses resultados têm implicações amplas. Ele afirmou que os dados ajudam a compreender antigas configurações continentais, além de contribuir para reduzir incertezas sobre o clima do passado, a evolução da vida e até a formação de recursos naturais ao longo da história da Terra.

Esse Duas estruturas colossais ocultas nas entranhas da Terra alteram o campo magnético há milhões de anos foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.