Dermatologista alerta para não espremer os pontinhos pretos do nariz porque eles não são o que você pensa
Muitas pessoas passam anos tentando eliminar pequenos pontos escuros que aparecem no nariz, usando fitas adesivas, esfoliantes agressivos e até as unhas. A frustração é comum, especialmente quando essas marcas insistem em voltar poucos dias depois. O que pouca gente sabe é que, na maioria dos casos, esses pontos não são cravos tradicionais.
Dermatologistas explicam que essas marcas são resultado de uma combinação de oleosidade natural da pele, células mortas e bactérias que se acumulam dentro dos poros. Quando esse material chega à superfície e entra em contato com o ar, ocorre um processo de oxidação, que escurece o conteúdo. Esse escurecimento cria a aparência típica de um cravo, mas a origem é diferente.
Essas estruturas recebem o nome de filamentos sebáceos. Eles fazem parte do funcionamento normal da pele e têm um papel importante: conduzir o sebo produzido pelas glândulas até a superfície, ajudando a manter a hidratação natural. Por isso, são especialmente visíveis no nariz, região conhecida por produzir mais oleosidade.
Esses pontinhos pretos no nariz não são cravos de verdade
Segundo dermatologistas do canal TheDailyDerm, produzido em parceria com a marca CeraVe, apertar ou espremer esses pontos não resolve o problema. Ao fazer isso, apenas a parte superficial do óleo é removida, enquanto o interior do poro continua preenchido. O resultado é que o filamento reaparece rapidamente, muitas vezes com a aparência ainda mais evidente.
A diferença entre filamentos sebáceos e cravos é bem definida por instituições médicas como a Cleveland Clinic. Os cravos são uma forma de acne e surgem quando o sebo fica completamente preso dentro do poro, formando um tampão sólido. Já nos filamentos, o óleo continua fluindo, o que explica por que, ao serem pressionados, liberam apenas um fio alongado e não uma substância espessa.
Por causa dessa distinção, o tratamento também precisa ser diferente. Métodos físicos, como fitas removedoras e a extração manual feita em casa, não limpam o poro por completo. Especialistas indicam o uso de esfoliantes químicos, especialmente os que contêm ácido salicílico, capaz de penetrar no poro e dissolver o excesso de óleo e as células mortas acumuladas.
Outra alternativa citada por dermatologistas é a limpeza profissional, realizada em consultório com instrumentos específicos, que permitem esvaziar os poros de forma segura. Além disso, o uso de retinoides mais suaves pode ajudar a deixar a textura da pele mais uniforme, reduzindo a aparência dos poros dilatados ao longo do tempo.
A educadora da marca Dermalogica, Victoria, reforça que a presença desses pontos não indica um problema de saúde. “É importante entender que isso faz parte do funcionamento normal da pele. Os poros não estão obstruídos como acontece nos cravos”, afirma. Ela explica que os filamentos podem variar de cor, indo do cinza ao amarelo claro ou marrom suave.
Para quem se incomoda com a aparência, ajustes simples na rotina diária podem ajudar. Produtos de limpeza com ácidos e esfoliantes químicos usados de forma regular tendem a melhorar o aspecto da pele. Máscaras à base de argila também são indicadas, pois ajudam a absorver o excesso de oleosidade sem agredir a região.
Compreender a diferença entre cravos e filamentos sebáceos evita tratamentos inadequados e reduz o risco de irritações, inflamações e marcas na pele, comuns quando o nariz é constantemente apertado ou manipulado.
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